
Após um júri ter considerado a Ticketmaster e a Live Nation culpadas de violarem as leis antitrust, a gigante do entretenimento já veio a público garantir que o veredicto não dita o fim do processo. Segundo uma publicação oficial partilhada pela Live Nation, a empresa prepara-se para recorrer ativamente da decisão que a acusa de práticas lesivas para a concorrência.
O veredicto inicial determinou que a companhia cobrou aos consumidores um valor excessivo de cerca de 1,60 euros (1,72 dólares) por cada bilhete adquirido. Contudo, a marca planeia renovar a moção para que o juiz emita uma decisão contra os estados envolvidos, argumentando que estes não conseguiram provar legalmente o caso. A empresa aguarda ainda a posição do tribunal sobre um pedido paralelo para anular o testemunho de um dos peritos dos estados, cuja análise técnica foi fundamental para fundamentar o valor da indemnização exigida pelo júri.
O peso financeiro do veredicto
O montante estabelecido no julgamento aplica-se exclusivamente aos ingressos vendidos em 257 recintos específicos, o que corresponde a apenas 20% do volume total de bilhetes transacionados pela plataforma. A Live Nation sublinha que os quase 265 milhões de euros (280 milhões de dólares) prometidos no acordo prévio com o Departamento de Justiça e diversos estados acabarão por representar um encargo superior àquele que o júri agora definiu.
O cenário de divisão estrutural em aberto
O desfecho de toda esta teia jurídica encontra-se nas mãos do juiz Arun Subramanian. O magistrado tem a responsabilidade de emitir uma decisão definitiva sobre o total exato das indemnizações e de delinear potenciais medidas corretivas após uma nova fase de audições. Entre as sanções possíveis está a opção de forçar uma divisão estrutural da empresa. Apesar da pressão legal, a companhia mantém a convicção de que o resultado final da queixa dos estados se manterá essencialmente alinhado com o cenário que já estava desenhado no acordo estabelecido com as autoridades federais.












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