1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

hacker em código digital

Uma nova campanha maliciosa conseguiu infiltrar-se no ecossistema fechado da Apple. Segundo um novo relatório publicado pela Securelist, a loja oficial da empresa alojou recentemente dezenas de aplicações que se faziam passar por populares carteiras digitais, com o único objetivo de esvaziar os fundos das vítimas.

Os investigadores da Kaspersky identificaram um total de 26 aplicações que imitavam serviços de renome como a Metamask, Coinbase, Trust Wallet e OneKey. O objetivo central dos atacantes era roubar as frases de recuperação dos utilizadores, um conjunto crítico de palavras que garante o acesso total e irreversível aos ativos digitais de uma conta.

O esquema para contornar bloqueios e instalar malware

A campanha, apelidada pelos investigadores de FakeWallet, focou-se inicialmente no mercado chinês. Como as aplicações legítimas de criptomoedas enfrentam bloqueios rigorosos no país, os cibercriminosos publicaram este software malicioso disfarçado de jogos inofensivos ou calculadoras. A tática levava os utilizadores a acreditar que estavam a descarregar um método alternativo para contornar a censura e aceder às suas carteiras.

Assim que a aplicação era aberta, as vítimas eram imediatamente redirecionadas para páginas de phishing sofisticadas, criadas para replicar os portais oficiais dos serviços. Estas páginas convenciam os alvos a descarregar versões modificadas e perigosas das carteiras, abusando de uma funcionalidade legítima do sistema operativo para perfis empresariais. Isto permitia a instalação externa de malware diretamente nos equipamentos, contornando algumas das barreiras de segurança. O código malicioso intercetava então as frases-semente introduzidas, encriptando-as e enviando os dados em silêncio para os servidores dos atacantes.

Ligações a ataques anteriores e o alerta global

A análise técnica associa esta nova vaga de ataques à operação SparkKitty, que se encontra ativa de forma persistente desde o ano passado. Para os utilizadores de carteiras físicas, como as da Ledger, o método adaptava-se, apresentando ecrãs falsos de verificação de segurança que induziam a vítima a digitar a sua frase de recuperação de forma manual, entregando o controlo dos fundos sem necessidade de qualquer palavra-passe adicional.

Este incidente surge pouco tempo depois de ter sido revelado que uma outra aplicação fraudulenta na mesma loja conseguiu roubar o equivalente a cerca de 8,9 milhões de euros a dezenas de utilizadores através de um esquema semelhante.

Embora o foco inicial tenha sido a China, o malware em si não possui quaisquer limitações geográficas, o que sublinha a necessidade de atenção redobrada a nível global. A gigante tecnológica já procedeu à remoção imediata das 26 aplicações da sua loja oficial após a notificação dos investigadores de segurança, mas fica o alerta definitivo para que os consumidores confirmem sempre a autenticidade do publicador antes de instalarem qualquer ferramenta com acesso a dados financeiros.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech