
A Google Cloud revelou a sua oitava geração de chips de inteligência artificial personalizados, conhecidos como unidades de processamento de tensores (TPU). Numa decisão estratégica para otimizar as operações, a empresa decidiu dividir esta nova linha em duas variantes específicas: o TPU 8t, focado no treino de modelos complexos, e o TPU 8i, desenhado exclusivamente para a fase de inferência — o processo que ocorre quando os utilizadores interagem diretamente com a tecnologia.
Segundo as informações partilhadas pela Google no seu blogue oficial, estes novos componentes prometem um salto geracional impressionante. Em comparação com as versões anteriores, a oitava geração consegue ser até três vezes mais rápida no treino de modelos e oferece uma melhoria de 80% na relação entre desempenho e custo. Além disso, a infraestrutura permite agora que mais de um milhão de TPU trabalhem em conjunto num único agrupamento, garantindo um poder computacional massivo com um consumo de energia muito mais reduzido.
A estratégia de coexistência com a Nvidia
Apesar do investimento em hardware próprio, a Google não pretende substituir totalmente as soluções da Nvidia. À semelhança do que acontece com outros gigantes como a Amazon ou a Microsoft, estes chips servem para complementar os sistemas baseados em hardware externo. De facto, a empresa assegurou que terá disponível o mais recente chip da Nvidia, o Vera Rubin, ainda durante este ano.
A ideia passa por oferecer alternativas mais económicas e eficientes para determinadas tarefas nas suas plataformas de cloud, enquanto mantém o suporte para as tecnologias líderes de mercado que muitos clientes empresariais ainda exigem. Com o tempo, é provável que estes grandes fornecedores dependam menos de terceiros, mas, para já, a parceria continua a ser o caminho mais rentável.
Parceria técnica para maior eficiência
Para reforçar esta colaboração, a Google anunciou também um acordo com a Nvidia para desenvolver tecnologias de rede que permitam aos sistemas baseados em chips desta última funcionar de forma ainda mais eficiente na sua infraestrutura.
O foco desta cooperação recai sobre o Falcon, uma tecnologia de rede baseada em software criada pela Google e disponibilizada como código aberto em 2023. Através do projeto Open Compute, ambas as marcas estão a trabalhar para melhorar a comunicação entre servidores, garantindo que o processamento de dados seja o mais fluido possível, independentemente de estarem a ser utilizados chips próprios ou da concorrência.












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