
A MEO encerrou o ano de 2025 com um desempenho financeiro robusto, registando receitas totais de 2.811 milhões de euros, o que representa um crescimento de 1,3% face ao exercício anterior. Segundo os dados partilhados pela MEO, este resultado foi acompanhado por um EBITDA de 947 milhões de euros, consolidando a posição da operadora num mercado altamente competitivo e em constante transformação digital.
No último trimestre do ano, a faturação atingiu os 737 milhões de euros, um aumento homólogo de 1,6%. Para a CEO da empresa, Ana Figueiredo, estes números confirmam a eficácia da estratégia em transformar a organização numa plataforma de serviços digitais de referência, ou "techCo". O crescimento foi sustentado sobretudo pelo segmento de consumo, que subiu 5,0% graças ao negócio de energia, e pelas soluções empresariais, que registaram uma subida de 3,5%.
Expansão da rede e a superação da depressão Kristin
Ao longo de 2025, o investimento total da operadora fixou-se nos 403 milhões de euros, com uma fatia de 111 milhões aplicada apenas no quarto trimestre. Este esforço financeiro permitiu que a infraestrutura de fibra ótica alcançasse os 6,7 milhões de casas em território nacional. No que toca às comunicações móveis, a cobertura da rede 4G atingiu os 99,98%, enquanto a tecnologia 5G já chega a 97,22% da população portuguesa.
Este investimento revelou-se fundamental durante a passagem da depressão Kristin, que provocou estragos significativos em infraestruturas críticas por todo o país. Ana Figueiredo destacou a resiliência das equipas que, perante a destruição de milhares de quilómetros de fibra e diversas torres de comunicação, conseguiram assegurar a reposição rápida dos serviços essenciais para as populações afetadas.
Domínio absoluto em todos os segmentos de mercado
Os dados mais recentes da ANACOM reforçam o domínio da operadora no panorama nacional, mantendo o primeiro lugar em todos os serviços de telecomunicações no final de 2025. A empresa segura a maior quota de mercado na televisão por subscrição, com 42,0%, e na internet fixa, onde detém 40,9% de quota.
A liderança estende-se ainda aos serviços em pacote, com 41,6%, e ao segmento móvel, onde a operadora mantém 36,3% dos acessos ativos. Estes resultados demonstram a preferência dos consumidores portugueses pelas ofertas da marca, tanto no mercado residencial como no não residencial, mesmo perante a pressão sobre as receitas médias por utilizador num cenário de elevada concorrência.












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