
A gigante tecnológica libertou por engano uma aplicação experimental chamada COSMO, desenhada para ser um assistente pessoal avançado nos equipamentos Android. A novidade esteve disponível durante um breve período antes de ser prontamente removida, indicando tratar-se de um teste interno que acabou por chegar ao público de forma inadvertida.
De acordo com as informações avançadas pelo portal 9to5Google, a aplicação surgiu de forma invulgar na conta principal da empresa na Play Store, embora os dados do pacote apontassem para a divisão de investigação. A instalação exigia um descarregamento de 1,13 GB, um tamanho justificado pela integração direta do modelo de linguagem local Gemini Nano, o qual permite o processamento de tarefas no próprio telemóvel sem necessidade de ligação à internet.
Ferramentas desenhadas para simplificar a rotina
A descrição oficial indicava que o COSMO tem como principal objetivo simplificar a vida dos utilizadores, atuando nos bastidores desde a organização do dia a dia até à resposta a questões complexas. Apesar de apresentar uma interface de conversação bastante elementar, refletindo o seu propósito de laboratório, a aplicação destacava-se por um conjunto bastante robusto de capacidades inteligentes.

Entre as funcionalidades listadas, o assistente conseguia sugerir a criação de eventos no calendário após analisar compromissos em mensagens, elaborar resumos detalhados a partir de pesquisas profundas na web, e até localizar rapidamente fotografias específicas na galeria do utilizador para partilha imediata. A ferramenta incluía ainda mecanismos para gerir listas de tarefas, definir temporizadores contextuais, explicar vocabulário técnico complexo e criar rascunhos de documentos em segundos.

O processamento híbrido e o futuro do assistente
Nas definições do COSMO, os curiosos que conseguiram instalar o ficheiro depararam-se com três opções distintas para o modelo de processamento. A configuração híbrida alternava entre os servidores online (através de um sistema designado por PI) e o motor local. Em alternativa, era possível forçar o funcionamento exclusivo através da nuvem ou depender inteiramente do processamento no equipamento para garantir total privacidade.

O assistente contava ainda com opções adicionais para reconhecimento de voz e capacidade para analisar dinamicamente o conteúdo exibido no ecrã. Tendo em conta o estado experimental do projeto e a sua remoção relâmpago, tudo aponta para que se tenha tratado de uma fuga prematura que preparava o terreno para os grandes anúncios de inteligência artificial aguardados para a conferência Google I/O 2026, agendada para o final deste mês.












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