
A Intel prepara-se para apresentar detalhes suculentos sobre o seu novo nó litográfico Intel 18A-P durante o Symposium on VLSI 2026. Através do documento técnico paper T1.2, a Intel Foundry revelou como pretende responder diretamente aos avanços da TSMC previstos para 2027 e 2028. Esta versão avançada do nó original promete melhorias que superam as expectativas iniciais, focando-se na eficiência energética e no desempenho bruto sem alterar a geometria base que já conhecemos.
Desempenho e eficiência energética no topo das prioridades
De acordo com os dados partilhados pela Intel Foundry, o Intel 18A-P consegue entregar mais de 9% de desempenho mantendo o mesmo consumo de energia, ou uma redução de mais de 18% no consumo quando operado ao mesmo nível de performance. Estes testes foram realizados a 0,75V num sub-bloco de núcleo Arm, demonstrando a versatilidade da tecnologia. O nó mantém a compatibilidade com o 18A anterior, continuando a utilizar as arquiteturas RibbonFET e PowerVia.
Embora o Panther Lake já esteja a mostrar resultados impressionantes em eficiência no mercado x86, a Intel não baixou a guarda. O escalado lateral e a altura das células lógicas mantêm-se idênticos aos do nó anterior, mas as verdadeiras mudanças estão na otimização dos dispositivos, voltagens e na condutividade térmica, que regista uma melhoria de 50%. Estas afinações visam posicionar a empresa de forma agressiva no mercado de semicondutores já a partir de 2027.
Otimizações técnicas para combater os nós da TSMC
As melhorias do Intel 18A-P vão muito além de um simples ajuste de rotina. A marca introduziu novas variantes de largura efetiva nos transístores RibbonFET, como o W1 Low Power para maior eficiência e o W3P para alta performance. Além disso, houve um trabalho profundo nas voltagens de limiar, com a adição de novos patamares que permitem aos processadores alternar frequências de forma mais ágil, minimizando as fugas de energia que tanto preocupam os fabricantes de chips.
Comparando com a concorrência, o salto dado com este nó aproxima a Intel do que a TSMC espera atingir com o seu processo A16, superando as previsões para o N2P. Com melhorias na resistência das camadas de interligação e uma gestão superior do stress elétrico dos componentes, a Intel parece ter encontrado a fórmula para oferecer produtos mais duráveis e rápidos. Resta agora ver como estas especificações se traduzem nas próximas gerações de processadores, numa altura em que a inteligência artificial continua a ditar as regras do jogo tecnológico.












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