
A The Navigator Company está a viver uma autêntica revolução tecnológica nas suas operações industriais e florestais neste arranque de 2026. Através da implementação de robótica e ferramentas de inteligência artificial, a empresa portuguesa regista já um impacto bastante positivo na otimização de recursos e na consequente redução dos custos estruturais.
Tecnologia de precisão no terreno
Nas fábricas da empresa, a introdução de modelos digitais avançados permitiu um corte no uso de químicos e um melhor aproveitamento da fibra. No entanto, é no exterior que as inovações chamam mais a atenção. Com o apoio de satélites, drones e sistemas LiDAR, a recolha de dados geográficos tornou a monitorização florestal muito mais exata.
Para os terrenos mais inclinados, a empresa passou a utilizar equipamento mecanizado da Bracke, complementado por sistemas de geolocalização que acompanham cada planta ao longo de todo o seu ciclo de vida. Este nível de precisão silvícola regista até as doses exatas de adubo e rega aplicadas. Todo este esforço reflete-se em mais de 30 projetos ativos de aprendizagem automática e robótica, suportados por um investimento de 52 milhões de euros nos últimos quatro anos e a consolidação de 53 famílias de patentes.
Sustentabilidade como foco principal
A par da tecnologia digital, a investigação científica continua a dar frutos através do instituto RAIZ. O combate químico tem vindo a ser substituído pelo controlo biológico de pragas, um projeto iniciado em 2008 que resultou na libertação controlada de insetos como o Anaphes nitens. Apenas este inseto, que combate o gorgulho-do-eucalipto, gerou benefícios na ordem dos 1,8 mil milhões de euros em Portugal, estando já na calha uma nova solução para travar a invasora acácia mimosa.
Até ao final de junho de 2026, a empresa prevê concluir a agenda From Fossil to Forest, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O objetivo é claro: substituir os plásticos de uso único e o alumínio por soluções de celulose moldada, papéis de barreira e biocompósitos. O horizonte da marca estende-se ainda à exploração de biocombustíveis, combustíveis sintéticos e óleos essenciais, reforçando o futuro da economia circular de base florestal.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!