
O setor automóvel nacional atravessa uma fase de viragem histórica na transição energética. De acordo com o estudo anual revelado pelo Standvirtual, a compra de viaturas movidas a bateria no mercado de segunda mão registou um salto gigantesco ao longo do último ano, alcançando valores de venda que não se viam desde o arranque de 2022.
Crescimento recorde impulsionado pela estabilização de custos
Durante a totalidade de 2025, foram registadas 62.970 transações de unidades eletrificadas usadas em Portugal. Este volume reflete um aumento de 78% face a 2024 e um número impressionante de 1151% quando comparado com o panorama de 2019. Curiosamente, este ritmo de adoção na vertente de usados está a ultrapassar a evolução das alternativas novas que saem dos concessionários.
O alívio na carteira dos condutores ajuda a explicar este fenómeno de mercado. No encerramento do ano passado, o custo médio destas viaturas recuou para a casa dos 33 mil euros. Na prática, a descida de valores significa que um automóvel movido a bateria com até doze meses de uso custa agora sensivelmente o mesmo que um veículo tradicional a combustão com um a dois anos de estrada.
Segundo Pedro Soares, responsável de vendas da plataforma, esta normalização do mercado, aliada a uma maior diversidade de opções, consolida de vez estas tecnologias como uma solução de mobilidade viável para as famílias. A dinâmica comercial atingiu o seu pico máximo no passado mês de abril, altura em que o apetite dos compradores superou de forma clara a frota disponível nos stands.
Os modelos mais procurados pelos condutores
No que toca às escolhas, os automobilistas têm alvos bem definidos quando procuram uma alternativa ecológica. O Tesla Model 3 lidera de forma isolada a lista dos automóveis mais desejados na categoria de segunda mão em 2025. O topo das preferências fica completo com a presença do Renault Zoe, Peugeot 208, Hyundai Kauai e Peugeot 2008, demonstrando uma forte inclinação nacional para utilitários e SUVs de formato compacto.
Apesar do maior ritmo de vendas nos usados, os carros elétricos novos a estrear não estagnaram o seu progresso no país. Este segmento somou um crescimento de 25,14% nas matrículas de passageiros face ao período homólogo anterior, provando que a adoção elétrica se mantém robusta em todas as frentes comerciais.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!