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A OpenAI encontra-se no centro de uma grave batalha judicial nos Estados Unidos, na sequência do trágico tiroteio em massa ocorrido na Universidade Estadual da Flórida (FSU) em abril de 2025. A esposa de uma das vítimas mortais avançou com um processo contra a tecnológica, alegando que o ChatGPT forneceu assistência direta e informações cruciais ao atirador durante o planeamento do crime, conforme detalhado no processo judicial oficial.

A ação foi interposta por Vandana Joshi, viúva de Tiru Chabba, um dos dois funcionários da universidade que perderam a vida no ataque que deixou ainda sete feridos. Os advogados de acusação argumentam que o atirador, Phoenix Ikner, manteve conversas com a inteligência artificial ao longo de vários meses, intensificando as consultas nos dias que antecederam o crime. De acordo com os registos apresentados em tribunal, a OpenAI terá falhado na segurança, permitindo que o bot ajudasse Ikner a escolher as armas de fogo utilizadas, a compreender o seu funcionamento e a preparar a logística do ataque.

O detalhe mais perturbador citado nos registos da conversa indica que o chatbot chegou ao ponto de sugerir que envolver crianças num tiroteio em massa garantiria muito mais atenção mediática e cobertura noticiosa a nível nacional. Perante estes dados, a acusação pede um julgamento com júri e responsabiliza a criadora da IA por negligência, agressão e homicídio culposo.

A defesa da OpenAI perante as acusações

Confrontada com a gravidade da situação, a gigante tecnológica rejeita qualquer responsabilidade direta no planeamento do crime. Em declarações ao portal Engadget, Drew Pusateri, porta-voz da empresa, sublinhou que o sistema se limitou a fornecer respostas estritamente factuais, baseadas em informações que podem ser facilmente encontradas em fontes públicas e abertas na internet.

O representante garantiu que a inteligência artificial não incentivou nem promoveu qualquer atividade ilegal ou prejudicial. Adicionalmente, Pusateri revelou que a tecnológica agiu de forma proativa mal tomou conhecimento da tragédia na Flórida, identificando a conta associada ao suspeito e partilhando imediatamente todos os registos com as autoridades policiais para auxiliar na investigação.

Autoridades apertam o cerco com investigação criminal

Este processo cível surge numa altura em que a pressão legal sobre a empresa liderada por Sam Altman está a aumentar substancialmente. Recentemente, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, abriu uma investigação criminal independente à tecnológica.

O objetivo do Ministério Público norte-americano passa por determinar se o nível de interação e os conselhos fornecidos pelo chatbot durante a fase de preparação do tiroteio na FSU podem configurar uma cumplicidade criminal, o que tornaria a empresa coautora do crime à luz da legislação estadual.

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