
A Xiaomi esteve muito perto de lançar um telemóvel ultra fino para concorrer com o formato Air da Apple, mas recuou no último minuto. Segundo as informações avançadas pelo site IT Home, o presidente da marca, Lu Weibing, revelou durante uma transmissão em direto que o projeto chegou a estar na fase final de planeamento e perto da produção em massa antes de ser definitivamente cancelado devido a compromissos práticos na experiência de utilização.
O fim do telemóvel ultra fino da marca
A decisão de abandonar o design, que os rumores apelidavam de Xiaomi 17 Air, baseou-se na usabilidade diária. Lu Weibing explicou que a criação de um dispositivo extremamente fino e leve exige demasiados sacrifícios. Reduzir a espessura do equipamento torna difícil a inclusão de baterias de grande capacidade, sistemas de arrefecimento adequados e hardware de alto desempenho sem prejudicar o utilizador.
Embora o formato fosse visualmente muito apelativo, a empresa considerou que o produto final não iria corresponder ao padrão de qualidade que pretende entregar aos consumidores. Como tal, em vez de lançar um equipamento que chamaria a atenção apenas pela estética mas que falharia no uso real, a ideia foi totalmente descartada.
Foco redirecionado para a linha Max
Esta mudança de planos ajuda a perceber o motivo pelo qual a fabricante asiática está agora a direcionar a sua atenção para dispositivos maiores na sua próxima geração de telemóveis. Lu Weibing referiu que o esperado Xiaomi 17 Max não será tratado apenas como uma versão Plus. Enquanto os modelos Plus tradicionais no mercado costumam oferecer essencialmente um ecrã maior em comparação com a versão base, a nomenclatura Max representa uma filosofia diferente para a marca.
Na série Max, é esperado que os utilizadores recebam melhorias significativas na captação de imagem, no desempenho geral e na autonomia, para além do ecrã de maiores dimensões. Os comentários do responsável máximo surgem numa altura em que várias marcas concorrentes continuam a explorar formatos mais finos e leves. Contudo, esta decisão comprova que a empresa acredita que o mercado continua a valorizar a duração da energia e o desempenho consistente em detrimento de visuais ultra finos. Esta abordagem está também perfeitamente alinhada com as mensagens recentes da tecnológica, que tem vindo a privilegiar hardware de topo e sistemas fotográficos avançados nas suas gamas superiores.












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