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teclado com impressão digital

A mania de fazer o sinal de "paz" ou outros gestos com as mãos nas fotos pode ter um preço alto para a tua privacidade. Segundo alertam especialistas na China, num relatório detalhado pelo TechSpot, a inteligência artificial é agora capaz de extrair as tuas impressões digitais a partir de selfies de alta resolução.

A integração da inteligência artificial no nosso dia a dia é cada vez mais profunda. Quer estejas a explorar as novas funcionalidades do Windows no teu computador, ou a tirar partido das ferramentas integradas nos smartphones da Samsung, a tecnologia está presente em todo o lado para aprender e processar dados. No entanto, esta incrível capacidade de análise visual levanta um problema grave de segurança quando aplicada às nossas fotografias.

O perigo oculto nas fotografias

Os modelos de processamento de imagem atuais conseguem isolar e ampliar os detalhes dos teus dedos se estes estiverem bem visíveis numa publicação. Isto significa que um ciberdelinquente que encontre fotografias tuas nas redes sociais pode facilmente recolher a tua informação biométrica. Com estes dados na mão, o caminho fica aberto para tentar aceder a telemóveis, contas bancárias ou computadores pessoais que dependam deste método de desbloqueio.

Falsificações físicas e o risco de fraude

O cenário agrava-se quando percebemos o que pode ser feito com esta informação após ser recolhida. Os atacantes conseguem criar réplicas físicas das impressões digitais utilizando materiais que imitam a textura da pele humana, como silicone, látex ou alginato. Este tipo de fraude biométrica já foi utilizado para contornar a segurança de caixas de multibanco e, em casos muito mais complexos, para deixar rastos falsos e incriminar pessoas inocentes.

Curiosamente, contornar a segurança biométrica não é uma novidade exclusiva da era da inteligência artificial. Há cinco anos, investigadores demonstraram que bastava uma fotografia nítida de uma impressão digital, um software de edição de imagem, uma impressora a laser e cola de madeira para criar uma falsificação capaz de enganar os sistemas de deteção da altura. A grande diferença é que, agora, a inteligência artificial consegue automatizar e aperfeiçoar a extração destes dados biológicos em fotografias comuns que partilhamos diariamente de forma despreocupada.

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