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tablet da xiaomi

O mercado chinês de tablets registou o seu primeiro grande abrandamento no arranque de 2026. Segundo os dados avançados pelo ITHome, baseados no relatório mais recente da IDC, foram expedidas 8,11 milhões de unidades durante o primeiro trimestre do ano, o que representa uma descida de 4,8% face ao mesmo período do ano anterior. A fabricante mais penalizada por esta retração foi a Xiaomi.

Embora o abrandamento geral pareça ligeiro, as mudanças estruturais no setor estão a transformar a forma como as marcas operam. As vendas direcionadas ao consumidor final caíram 5,6%, impulsionadas por vários fatores económicos e industriais.

Os motivos que afastam os consumidores

A publicação aponta várias razões para este declínio. O aumento dos preços dos componentes de armazenamento e memória NAND, aliado aos custos mais elevados de fabrico e distribuição, forçou as empresas a reduzir as campanhas promocionais. Adicionalmente, as políticas de subsídios tornaram-se mais restritas e os consumidores não sentem a necessidade imediata de atualizar os seus equipamentos devido ao fim do ciclo anterior de substituição.

Este cenário afetou principalmente o segmento de entrada, focado nos equipamentos que custam menos de 190 euros. Com o fim dos descontos mais agressivos, o preço médio praticado no retalho aumentou, o que acelerou a transição dos consumidores para modelos de gama média e premium. Esta mudança no padrão de consumo tem um impacto significativo nas empresas que tradicionalmente dominam os segmentos mais económicos.

Huawei mantém a coroa e Apple cresce

Na tabela de fabricantes, a Huawei manteve a sua posição de liderança no mercado chinês, assegurando uma quota de 33,2%, apesar de uma ligeira quebra de 1,3% nas expedições. Logo a seguir, a Apple reforçou o seu estatuto no segmento de topo, registando um aumento de 1,2% que lhe garantiu o segundo lugar com 23,7% da fatia do mercado.

A grande perdedora deste trimestre foi a marca que completa o pódio. A empresa de Lei Jun viu a sua quota de mercado cair 6,2% em comparação com o ano passado, fixando-se nos 10,6%. Esta descida mostra a forte pressão para equilibrar preços competitivos num momento em que os custos de produção disparam. O top 5 fica concluído pela Honor, com 8,6%, e pela Lenovo, que subiu ligeiramente para os 6,6%.

O crescimento temporário do setor empresarial

O relatório apresenta ainda um dado curioso sobre as vendas de equipamentos para empresas, que registaram um aumento de 7,4% no primeiro trimestre de 2026. No entanto, os especialistas deixam um aviso importante e explicam que este número não reflete uma procura real a longo prazo.

Este crescimento corporativo justifica-se por uma acumulação proativa de inventário por parte de distribuidores e organizações, que decidiram antecipar as compras para evitar os aumentos de preços previstos. A verdadeira saúde do mercado empresarial só será validada na segunda metade do ano, altura em que se perceberá se existe uma procura real sustentada ou se este pico motivado pelo inventário vai desaparecer rapidamente.

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