
Os portugueses estão cada vez mais estratégicos e rigorosos na hora de procurar uma nova habitação na internet. Um estudo recente do portal Imovirtual, divulgado a 25 de maio de 2026, revela que mais de metade dos utilizadores recorre agora ao filtro de preço máximo para tentar contornar a forte concorrência e a escassez de imóveis no mercado imobiliário nacional.
Orçamento dita as regras na pesquisa online
De acordo com os dados apresentados pelo Imovirtual, o critério do teto financeiro ganhou um peso sem precedentes. O filtro de preço máximo passou a ser utilizado por 55,1% dos utilizadores em 2026, uma subida notória face aos 49,0% registados no ano anterior. Esta métrica tornou-se a ferramenta mais popular na plataforma, liderando também o crescimento entre todos os parâmetros avaliados. O valor mínimo também ganhou relevância, progredindo de 12,4% para 14,7%.
A gestora de marketing do portal, Sylvia Bozzo, explica que estes números demonstram uma forte consciência dos limites financeiros por parte dos cidadãos. O custo monetário deixou de ser um mero detalhe de preferência pessoal para se assumir como a verdadeira porta de entrada no processo de escolha de uma casa.
Espaço e comodidades urbanas ganham relevância
Mas nem só de carteiras apertadas se faz a estratégia dos consumidores. A organização do espaço físico continua a crescer nas prioridades familiares de quem navega no portal. A seleção pelo número de quartos escalou de 39,9% para 42,5%, ao passo que a definição de uma área mínima avançou para os 7,7%. Há ainda uma atenção redobrada aos novos anúncios, com o filtro de oferta publicada a subir para os 2,65%, sinalizando uma procura ativa a habitações recém-chegadas ao catálogo.
No ambiente citadino, os compradores não prescindem de certos confortos. Detalhes específicos como a presença de elevador e a existência de garagem registaram subidas nas pesquisas, fixando-se respetivamente nos 1,78% e 3,07%. Adicionalmente, o ano mínimo de construção subiu ligeiramente para 1,18%, revelando que a eficiência energética e a qualidade dos materiais pesam cada vez mais numa decisão que se tornou assumidamente mais racional.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!