
O interesse na compra de habitação em Portugal atingiu níveis surpreendentes no início de 2026. De acordo com os indicadores recentes revelados pelo portal Imovirtual, as pesquisas por apartamentos e moradias registaram um salto impressionante de 150,4% entre fevereiro e abril, quando comparadas com o mesmo período do ano passado, mostrando um mercado imobiliário altamente dinâmico e competitivo.
A ascensão do Porto e de novas localizações
Ao longo destes três meses, o interesse dos compradores manteve-se consistente, embora março tenha sido o mês mais intenso, concentrando 38,4% das intenções de compra trimestrais. Se olharmos para a geografia nacional, o distrito de Lisboa continua a ser o alvo principal, representando 23,2% do total. No entanto, é o Porto que está a captar as maiores atenções de crescimento. A região norte passou a representar 21% da procura nacional, impulsionada por um aumento homólogo de 170,8%.
Quando analisamos a nível de concelhos, Vila Nova de Gaia assume a liderança nacional com 5,37% das intenções, deixando para trás Lisboa e Sintra. O concelho do Porto também não passou despercebido, assinalando um crescimento de 214,6% no volume de interesse. Fora dos grandes centros habituais, zonas como Mafra, Valongo e Guimarães também verificaram subidas acentuadas, provando que os portugueses estão a alargar os seus horizontes de pesquisa.
Segundo Sylvia Bozzo, responsável de marketing do Imovirtual, esta expansão geográfica indica que as prioridades recaem cada vez mais sobre o conforto, o espaço e a qualidade de vida, forçando os compradores a serem mais rápidos no momento de fechar negócio.
Preços sobem e as famílias procuram casas maiores
Como seria de esperar perante tanta procura, o valor médio das casas pesquisadas também sofreu um agravamento. O preço médio procurado subiu 3,2%, passando dos 291.750 euros registados no ano transato para 301.014 euros em 2026.
Algumas zonas destacam-se pelos aumentos significativos no valor médio que os utilizadores estão dispostos a pesquisar. Em Vila Nova de Gaia, esse valor escalou para os 651.654 euros, refletindo uma subida superior a 48%. Cenários semelhantes viveram-se no Porto, em Braga e Gondomar. Em contraste absoluto, a Amadora registou uma queda de 17,7% nas expectativas de preço, fixando-se agora nos 404.187 euros, o que aponta para um claro ajuste na perspetiva de quem tenta comprar casa nesta zona.
No que toca à tipologia, o espaço é o rei incontestável. Os apartamentos e moradias de tipologia T4 e T3 lideram as preferências e representam, em conjunto, mais de 30% das pesquisas totais. Os T4, em particular, viram a sua procura disparar quase 307% num ano. Por outro lado, as tipologias muito grandes, como os T5 ou superiores, perderam algum do seu peso relativo, enquanto os T1 começam a dar sinais de um crescimento acelerado face ao ano passado, apesar de ainda representarem uma fatia muito pequena do interesse total.












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