
As tempestades que marcaram o início do ano trouxeram a proteção do lar de volta ao topo das prioridades em Portugal. Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2026, os pedidos de simulação para seguros multirriscos habitação cresceram 96% face ao mesmo período do ano passado, segundo as informações partilhadas pela MUDEY, uma insurtech nacional.
Coberturas mais procuradas e o peso do risco sísmico
A mediadora de seguros totalmente digital revela que o capital médio garantido pelos clientes para a reconstrução ou reparação da casa situa-se nos 233.601 euros. O perfil demográfico de quem mais procura esta proteção está concentrado na faixa etária entre os 30 e os 59 anos, representando 83% do total de pedidos.
Quando se trata de adicionar proteções extra, os danos causados por água lideram as preocupações, surgindo em 89% das simulações, logo seguidos pelos riscos elétricos, com 80%. É frequente os utilizadores selecionarem ambas as opções em simultâneo.
No que diz respeito à cobertura de fenómenos sísmicos, a localização geográfica dita as regras. Nas regiões de maior vulnerabilidade, como Lisboa, Setúbal e Faro, 72% dos interessados pedem a inclusão desta garantia. Em contraste, no resto do país, o número fixa-se nos 53%. Contudo, Ana Teixeira, cofundadora da plataforma, nota que existe uma disparidade entre a simulação e a efetivação da compra. A responsável explica que, embora os consumidores reconheçam o perigo, acabam frequentemente por recuar no momento de contratar a proteção sísmica assim que percebem o impacto no preço final da apólice.
Novo estudo nacional avalia o conhecimento dos portugueses
Com o objetivo de compreender melhor a relação dos cidadãos com as apólices de proteção do lar, a empresa lançou um estudo à escala nacional. A iniciativa procura mapear o nível de conhecimento do público, os motivos que levam à contratação e o grau de satisfação com os serviços atuais.
Qualquer residente em território nacional com mais de 18 anos pode participar no inquérito online, que se encontra aberto até ao dia 19 de abril. A participação é válida para proprietários ou arrendatários, quer vivam em moradias ou apartamentos, e independentemente de já possuírem um seguro ativo.












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