
A Microsoft anunciou hoje, durante a conferência Build 2026, uma expansão significativa do seu portfólio interno de modelos de inteligência artificial, desenvolvido pela equipa de Superinteligência da marca. A nova linha traz para o mercado o primeiro modelo vocacionado para o raciocínio profundo, ferramentas otimizadas para programação no GitHub e avanços técnicos na geração de imagem e transcrição de áudio.
Raciocínio avançado com o modelo MAI-Thinking-1
O ponto central destas novidades é o MAI-Thinking-1, o primeiro modelo de raciocínio lógico da empresa. Treinado a partir do zero sem recorrer a métodos de destilação e utilizando dados empresariais limpos, este modelo de tamanho médio conta com 35 mil milhões de parâmetros ativos e uma janela de contexto de 128 mil tokens. Foi desenhado especificamente para executar instruções complexas em múltiplos passos, gerir contextos longos e criar código.
A tecnológica refere que, em avaliações independentes e testes cegos, o MAI-Thinking-1 superou o Claude Sonnet 4.6 da Anthropic, conseguindo ainda igualar o Claude Opus 4.6 nas exigentes tarefas de programação do SWE-bench Pro. O modelo encontra-se de momento em pré-visualização privada através do Microsoft Foundry.
Inovações visuais, transcrição e geração de código
Além das capacidades lógicas, a empresa revelou que o MAI-Image-2.5 e a sua variante mais rápida já estão disponíveis para os programadores. Este modelo, que supera o Nano Banana Pro da Google nas tabelas de avaliação de texto para imagem, já se encontra integrado no PowerPoint e está a iniciar a sua distribuição no OneDrive.
No campo sonoro, foi apresentado o MAI-Transcribe-1.5, uma evolução do modelo anterior que garante agora precisão de topo na transcrição em 43 idiomas, com o suporte para fluxos contínuos de áudio a ser integrado em breve. Em paralelo, o MAI-Voice-2 e a sua respetiva variante rápida trazem a geração de voz para mais de 15 novos idiomas, introduzindo novas opções vocais para os utilizadores.
Por fim, a apresentação do MAI-Code-1 dita um momento marcante para o ecossistema de desenvolvimento. Este modelo focado e otimizado para programação está já a funcionar no GitHub Copilot e no Visual Studio Code. Trata-se de uma mudança de rumo notável, considerando que a plataforma tem dependido tradicionalmente de modelos da OpenAI e da Anthropic para suportar estas ferramentas de código.
A disponibilidade desta nova geração de modelos estende-se para lá dos produtos da própria empresa, podendo as ferramentas ser acedidas também através de plataformas parceiras como a Fireworks AI, Baseten e OpenRouter. Adicionalmente, a Fireworks AI está agora disponível de forma geral no Microsoft Foundry.












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