
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Polícia Judiciária continuam a trabalhar em conjunto para investigar o recente incidente que comprometeu as informações de mais de 100 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo avança o jornal Público. A situação, que já se encontra contida, resultou do acesso indevido aos sistemas através das credenciais comprometidas de um médico, desencadeando uma operação forense complexa para identificar os contornos exatos da invasão.
Investigação forense em curso e contenção de danos
Desde que o problema foi sinalizado a 21 de maio, o CERT.PT, a equipa nacional de resposta a incidentes, tem estado no terreno a acompanhar o caso. Em estreita articulação com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), as autoridades conseguiram estancar a fuga de dados. As contas associadas à quebra de segurança foram rapidamente desativadas e as máquinas afetadas já se encontram sob análise detalhada para perceber os métodos utilizados pelos criminosos.
Para quem foi afetado ou notificado de acessos estranhos através do portal SNS24, a plataforma é da responsabilidade direta dos SPMS. Isto significa que não existem passos adicionais que os utentes possam dar neste momento para reforçar a segurança do seu lado, estando as equipas técnicas focadas na implementação de novas camadas de proteção no sistema central.
Inteligência artificial pode ter acelerado a extração
Um dos detalhes mais surpreendentes deste ataque informático prende-se com a velocidade atípica a que a informação foi recolhida. De acordo com a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, o volume impressionante de informação extraído numa questão de dias demoraria, até há bem pouco tempo, meses a ser processado de forma manual. Este ritmo leva as autoridades a admitir a forte possibilidade de ter sido utilizada inteligência artificial na operação para automatizar e acelerar o roubo.
Apesar de alguns relatos iniciais nas redes sociais apontarem para um foco específico em processos clínicos de menores, a Polícia Judiciária já esclareceu que as vítimas estão espalhadas por todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas, classificando essas suspeitas iniciais como precipitadas. A prioridade mantém-se agora na identificação da origem da invasão e na garantia de que os sistemas de saúde não voltam a ficar vulneráveis.












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