
A Microsoft lançou as atualizações de junho de 2026 para o sistema operativo e introduziu uma mudança de segurança significativa que afeta a apresentação de diretórios. Segundo a página de suporte da Microsoft, esta alteração faz com que ícones ou nomes de pastas personalizados deixem de ser apresentados caso a origem do ficheiro de configuração não seja considerada fiável.
O fim das pastas personalizadas de origem duvidosa
Com a chegada do mais recente Patch Tuesday, as versões mais recentes do Windows 11 e Windows 10 receberam novas compilações que alteram a forma como o sistema lê as instruções de personalização. Historicamente, os ficheiros de configuração ocultos permitiam modificar ícones, nomes e detalhes visuais de qualquer pasta. No entanto, a Microsoft confirmou que este mecanismo automático representava um risco de segurança.
A partir de agora, o sistema operativo passa a tratar estas modificações visuais como potenciais ameaças quando aplicadas através de fontes não verificadas. Se o ficheiro de personalização tiver sido descarregado da internet com uma marca de segurança, se for copiado de localizações remotas não seguras ou se estiver em caminhos de rede sem classificação de confiança, o Windows ignora simplesmente as instruções e apresenta a pasta com o aspeto padrão.
Como reverter a medida de segurança
A vulnerabilidade associada a estes ficheiros de personalização existe desde o tempo do Windows XP. Um atacante podia criar uma pasta na rede com um ficheiro de configuração manipulado que, ao ser lido automaticamente pelo sistema, executava código malicioso com os privilégios do utilizador ativo. Ao abrir um diretório aparentemente inofensivo, o computador podia ficar comprometido.
Apesar de a alteração ser intencional para proteger os equipamentos, existem formas de contornar a restrição caso confies na origem dos dados. Os administradores podem adicionar a origem do ficheiro à lista de locais de confiança do sistema. Em ambientes empresariais, é possível ativar uma política de grupo que restaura o comportamento anterior a esta atualização de junho. Por fim, os utilizadores mais avançados podem recorrer à linha de comandos do PowerShell para remover a marca de bloqueio do ficheiro em causa, devolvendo a personalização original à pasta afetada.












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