
A autarquia da Guarda decidiu avançar com uma nova tentativa para modernizar as suas infraestruturas de defesa digital, publicando um concurso público no Diário da República esta quarta-feira. De acordo com as informações reveladas pelo Observador, o investimento tem um preço-base fixado nos 423.655 euros, aos quais acresce o IVA, e surge como resposta direta ao grave incidente que paralisou os serviços no passado mês de fevereiro.
Segunda tentativa para reforçar a defesa digital
O presidente do município, Sérgio Costa, explicou que a primeira fase de licitação não atraiu interessados, obrigando a câmara a reabrir o procedimento com um valor a rondar o meio milhão de euros. O objetivo principal passa por assegurar e aumentar as capacidades de armazenamento dos sistemas da autarquia. As empresas interessadas na adjudicação têm agora até às 17h00 do dia 2 de julho para apresentar as suas candidaturas, sendo que a execução do contrato prevê uma duração de 36 meses.
Este movimento representa o primeiro passo concreto da autarquia em 2026 para a recuperação e modernização tecnológica, após o ataque informático sofrido a 12 de fevereiro. A título de curiosidade legal e administrativa, este bloqueio aos serviços ocorreu no preciso dia em que a Polícia Judiciária realizava buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, devido a um inquérito independente sobre participação económica em negócio e prevaricação.
Consequências ainda visíveis nos serviços
Volvidos quatro meses desde o incidente, os problemas continuam a afetar o funcionamento normal dos serviços municipais. O autarca já tinha admitido, numa reunião do executivo realizada em meados de abril, que as necessidades totais na área da tecnologia e cibersegurança ascendem aos dois milhões de euros. No entanto, a falta de verbas tem sido um obstáculo significativo, com a câmara a procurar ativamente fontes de financiamento externas para cobrir as exigências a curto e médio prazo.
Devido a estas limitações técnicas urgentes, o município tomou a decisão de suspender os prazos associados aos processos urbanísticos locais. Esta paragem temporária vai manter-se em vigor até que as condições operacionais sejam integralmente repostas, algo que, à data de hoje, ainda não se concretizou nos sistemas da câmara.












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