
O mercado global de smartwatches registou uma recuperação importante no primeiro trimestre de 2026, com um crescimento de 4% em termos homólogos. De acordo com o mais recente relatório da Counterpoint Research, esta retoma foi impulsionada pela forte procura por dispositivos focados na monitorização avançada da saúde, pelas atualizações nas linhas de produtos das principais marcas e pelo dinamismo comercial verificado no mercado chinês. No topo desta recuperação encontram-se a Apple, a Huawei e a Xiaomi, com esta última a consolidar a sua presença ao assegurar a terceira posição a nível mundial.
Conforme detalhado no relatório estatístico oficial, a liderança global continua nas mãos da Apple, que arrecadou uma quota de mercado de 23%. A Huawei surge na segunda posição com 17%, enquanto a Xiaomi garantiu o terceiro lugar do pódio com 10% de participação de mercado, fruto de um crescimento de 9% nos seus envios face ao mesmo período do ano anterior.
Saúde e ecossistema ditam escolhas dos consumidores
Os dados recolhidos indicam que os consumidores estão cada vez mais exigentes e priorizam relógios inteligentes que ofereçam ferramentas avançadas de bem-estar, integração total com os seus ecossistemas de dispositivos e preços de entrada mais competitivos dentro do segmento premium. A nível regional, o mercado da China sobressaiu com uma expansão de 15% em termos homólogos, alavancado pela forte preferência por marcas locais — como a Huawei, a Imoo e a própria Xiaomi — e por programas governamentais de subsídios ao consumo.

Para a Xiaomi, este crescimento de 9% valida a eficácia da sua estratégia comercial no ecossistema de dispositivos vestíveis, onde enfrenta tanto rivais focados no topo de gama como marcas orientadas para o custo-benefício. O trunfo da marca chinesa continua a assentar na combinação de hardware equilibrado, autonomias de bateria generosas e um acompanhamento desportivo eficaz.
A afirmação do ecossistema assente no HyperOS
A conquista da terceira posição global demonstra que a empresa já não se limita a competir no mercado dos smartphones, estando a construir uma infraestrutura de dispositivos conectados muito mais robusta. Os relógios inteligentes assumem agora um papel central na visão da marca para o HyperOS e para a plataforma Xiaomi HyperConnect.
Desta forma, os relógios, telemóveis, tablets e equipamentos domésticos conseguem interagir com maior fluidez. Embora os valores finais para o mercado português não tenham sido detalhados de forma isolada neste balanço, a tendência reflete o bom momento destas plataformas tecnológicas na Europa, onde a proximidade e a conveniência de ter vários equipamentos interligados continuam a conquistar utilizadores.












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