
Os smartphones dobráveis perdem uma percentagem considerável do seu valor original logo nos primeiros doze meses após a compra, registando uma quebra média que ronda os 918 euros. De acordo com um estudo recente publicado pela SellCell, esta categoria de dispositivos destaca-se pela rápida depreciação no mercado de usados, superando a desvalorização dos modelos de formato tradicional.
O impacto do desgaste estrutural no mercado de usados
O levantamento analisou o comportamento de dispositivos topo de gama com um ano de utilização de marcas como a Google, Motorola, OnePlus e Samsung. Enquanto os telemóveis convencionais sofrem uma depreciação que chega aos 55,3%, os ecrãs flexíveis enfrentam taxas de perda de valor de até 64,6%. O modelo que registou a maior quebra foi o Motorola Razr+ (2024) de 256 GB, ao passo que o OnePlus Open de 512 GB se revelou o mais estável deste segmento, com uma perda de 57,6%.
Para ilustrar este cenário com valores práticos, se um dispositivo premium chegasse ao retalho por uma quantia de referência a rondar os 1840 euros, o seu valor de revenda passados doze meses poderia fixar-se em apenas 650 euros. Isto representaria uma perda direta de 1190 euros para o bolso do consumidor. Esta realidade deve-se sobretudo à perceção de desgaste das dobradiças mecânicas e dos componentes estruturais que sofrem fadiga com a utilização diária.
Apple continua na liderança da retenção de valor
No polo oposto da desvalorização acentuada encontram-se as linhas convencionais da tecnológica de Cupertino. Os dados demonstram que os equipamentos da marca norte-americana são os que melhor defendem o investimento inicial no mercado de segunda mão. O iPhone 16 Pro Max de 256 GB liderou a tabela de resiliência, registando apenas 43,6% de depreciação. Em termos globais, a família iPhone 16 retém cerca de 51,5% do preço inicial passado um ano, superando a concorrência direta da linha Galaxy S25, cuja retenção se fica pelos 39,5%.
Embora o estudo levante questões sobre a capacidade de a Apple manter patamares elevados de valorização num eventual modelo Ultra, a marca ainda não confirmou a existência ou o lançamento deste equipamento. Para os utilizadores em Portugal, estes dados servem como uma referência importante na hora de escolher o próximo telemóvel, evidenciando que a estética dos formatos flexíveis ainda acarreta um custo financeiro pesado a médio prazo no mercado de revenda nacional.












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