
Vários serviços digitais de grande escala, incluindo as principais redes sociais e a plataforma de streaming de vídeo da Google, registaram falhas generalizadas em todo o mundo. O incidente afetou milhões de utilizadores que ficaram temporariamente impossibilitados de comunicar, navegar nos feeds ou reproduzir conteúdos multimédia.
Origem da falha nos servidores
A quebra de atividade foi assinalada pela plataforma Downdetector, da Ookla, que identificou um pico de reclamações com início por volta das 18h30. Uma vez que o problema atingiu em simultâneo ecossistemas concorrentes, os dados técnicos indicam que a falha não se deveu a problemas internos isolados de cada aplicação, mas sim a um impacto direto num servidor partilhado.
No caso do WhatsApp, as principais queixas dos utilizadores centraram-se na impossibilidade de enviar mensagens de texto. Já no Instagram, no Threads e no Facebook, geridos pela Meta, os erros afetaram o carregamento de histórias e a publicação de ficheiros no feed principal. Em paralelo, os acessos ao YouTube resultaram em falhas contínuas durante a tentativa de reprodução de vídeos.
Infraestrutura da Amazon sob suspeita
Os relatórios de monitorização apontam a Amazon Web Services (AWS) como a causa provável da instabilidade. A empresa de tecnologia presta serviços essenciais de alojamento na nuvem para os servidores da Google e da dona do Facebook, concentrando uma quota massiva do tráfego global. Esta mesma infraestrutura esteve na origem do maior apagão da internet verificado em 2025, o que reforça as suspeitas em torno do incidente atual.
Para quem depende destas ferramentas no quotidiano em Portugal, a quebra representou uma interrupção momentânea nas comunicações de lazer e profissionais. A situação na rede já se encontra normalizada e os acessos a todas as plataformas foram restabelecidos com sucesso.












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