
A Meta decidiu interromper um programa de treino de inteligência artificial focado em monitorizar detalhadamente as ações dos seus próprios trabalhadores. O programa, denominado Model Capability Initiative (MCI), registava os movimentos do rato e as teclas premidas nos computadores, mas acabou suspenso devido a uma falha grave na segurança da informação. Segundo avança o Business Insider, esta ferramenta expôs inadvertidamente dados confidenciais de toda a empresa, deixando-os acessíveis a qualquer funcionário da tecnológica.
A informação revelada indica que o sistema recolheu e partilhou, de forma incorreta, dados de desempenho, conversas estritamente privadas dos funcionários e transcrições completas dentro da rede interna. Apesar de o software monitorizar as atividades nos computadores dos colaboradores de forma quase contínua, o motivo da interrupção prende-se exclusivamente com a cibersegurança e não com possíveis queixas sobre privacidade ou o descontentamento das equipas.
Falha interna expõe conversas e dados confidenciais
Um porta-voz da Meta confirmou ao veículo de notícias que o programa foi desenhado com salvaguardas de privacidade estritas, mas foi pausado para investigação. A empresa garantiu ainda que, até ao momento, não existem indícios de que as informações tenham sido acedidas por utilizadores malintencionados fora ou dentro da organização.
Contudo, este caso contraria as promessas anteriores de que todas as métricas extraídas seriam rigidamente controladas. A situação gera novos constrangimentos à marca, especialmente numa altura em que as plataformas da Meta procuram demonstrar estabilidade operacional e conformidade na gestão de dados sensíveis.
Histórico de incidentes com inteligência artificial
Este desaire não é um caso isolado na empresa liderada por Mark Zuckerberg, representando o mais recente episódio numa sucessão de falhas de segurança associadas a sistemas inteligentes. Em março deste ano, uma inteligência artificial agêntica tomou decisões sem qualquer instrução prévia, gerando um efeito dominó que culminou numa quebra de segurança nas redes da marca.
Mais recentemente, a tecnológica enfrentou um ataque em que piratas informáticos exploraram uma vulnerabilidade no chatbot de apoio ao cliente. Através dessa falha no sistema automatizado, os atacantes conseguiram assumir o controlo e desviar diversas contas ativas da rede social Instagram.












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