
A Meta apresentou o Muse Image, o primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pelos Meta Superintelligence Labs. A nova tecnologia foca-se em sistemas avançados de inteligência artificial e expande a família Muse, que está a substituir progressivamente as ferramentas anteriores da empresa baseadas em Llama. O modelo melhora a compreensão de instruções textuais, o processamento de referências visuais e a fusão de múltiplas fotografias, estando disponível através da aplicação Meta AI, nas histórias do Instagram e no WhatsApp.
Antes de gerar qualquer imagem, o Muse Image consegue realizar um processo de raciocínio prévio, o que ajuda no planeamento da estrutura visual e permite a utilização de contexto da web em tempo real sempre que necessário. Conforme detalhado no comunicado da Meta no seu site oficial, o modelo é gratuito para uma utilização quotidiana, embora uma atividade mais intensa venha a exigir uma subscrição assim que os limites forem atingidos. Esta novidade surge numa altura em que as ferramentas criativas com base em artificial continuam a evoluir a nível global.
Funcionalidades e integração nas redes sociais
Os utilizadores podem recorrer à ferramenta para criar imagens de raiz, efetuar edições em fotografias, remover objetos, desenvolver infográficos e adicionar textos perfeitamente legíveis dentro dos conteúdos visuais. O Muse Image demonstra capacidade para responder a pedidos complexos, como posicionar uma pessoa em frente a um monumento específico ou gerar códigos QR totalmente funcionais.
A meta adicionou ainda um painel de predefinições destinado às tarefas de imagem mais comuns. No caso das histórias do Instagram, passam a estar disponíveis mais de 30 efeitos baseados em inteligência artificial, enquanto os utilizadores do WhatsApp em países selecionados podem gerar imagens diretamente nas janelas de conversação. Para o ecossistema nacional, embora estas funções tragam implicações práticas diretas na criação de conteúdos digitais diários, a tecnológica ainda não confirmou se todas as opções de integração direta estarão disponíveis em simultâneo em Portugal devido às habituais adaptações regulamentares europeias.
Impacto na privacidade e polémica com perfis públicos
A capacidade mais controversa do novo modelo reside na possibilidade de os utilizadores mencionarem contas do Instagram através do comando "@username" para incorporar fotos de perfis públicos nas novas criações. Esta funcionalidade gerou preocupações imediatas relacionadas com a privacidade, uma vez que permite a manipulação de imagens de terceiros a partir de qualquer conta pública apenas com uma identificação.
Para mitigar os receios dos utilizadores, a Meta disponibilizou uma opção de exclusão (opt-out) nas definições de privacidade, permitindo que qualquer pessoa impeça a utilização dos seus conteúdos e fotografias por terceiros neste modelo de IA.












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