
Portugal marcou uma nova página na rede internacional do Apps for Good ao tornar-se o primeiro país a expandir o programa educativo para o ensino superior. A decorrer ao longo do ano de 2026, a iniciativa impulsionada pelo CDI Portugal mobiliza diversas instituições de norte a sul do país e ilhas, desafiando os alunos a criar soluções tecnológicas com impacto direto na sociedade.
Segundo a informação avançada em comunicado, esta edição marca um ponto de viragem no ensino prático. As instituições participantes integraram a metodologia em contextos reais de sala de aula, promovendo a aprendizagem baseada em trabalho colaborativo. A inovação pedagógica passa a estar ao alcance de futuros profissionais, unindo a vertente técnica à resolução de desafios comunitários e sociais.
A adesão das instituições e os encontros locais
Durante o mês de junho, várias escolas superiores organizaram os seus próprios encontros para a partilha de resultados dos trabalhos desenvolvidos. O ciclo de apresentações arrancou a 02 de junho na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, envolvendo 30 alunos distribuídos por oito equipas. No dia seguinte, a 03 de junho, a Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra apresentou as propostas de 58 alunos e 16 equipas, inseridas na Licenciatura em Educação Básica.
O calendário prosseguiu no Norte a 09 de junho, com a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto a envolver 15 alunos e uma equipa através da unidade de Tecnologias para a Educação STEAM. Por fim, a Egas Moniz School of Health & Science encerrou a ronda a 16 de junho. A iniciativa englobou ainda a participação ativa da Universidade da Madeira.
Uma parceria orientada para a saúde de qualidade
O destaque na Egas Moniz recaiu sobre o Mestrado Integrado em Medicina Dentária, abrangendo cerca de 202 alunos. Sob a orientação da professora Ana Mano Azul e do professor João Couvaneiro, os estudantes focaram-se no ODS 3 — Saúde de Qualidade —, desenvolvendo soluções digitais aplicadas especificamente aos desafios da saúde oral.
Este momento culminou com a assinatura de um protocolo de cooperação entre José João Mendes, Presidente da Egas Moniz, e João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal. O documento formaliza a intenção de manter o Apps for Good ativo em unidades curriculares e atividades académicas da instituição. O objetivo central passa por aproximar os universitários dos contextos reais de intervenção, fomentando o pensamento computacional e a criação de ferramentas digitais que façam a diferença no setor da saúde.
A evolução de um projeto nascido em Londres
Fundada por Iris Lapinski na capital inglesa em 2010, a rede chegou ao território nacional em 2015 graças a uma aliança entre a Direção-Geral da Educação e o CDI Portugal. A expansão atual para o patamar universitário começou a ser desenhada de forma estruturada em 2025 com o projeto-piloto UpComing Educators. Esta fase direcionou-se para a formação inicial de professores, capacitando-os para aplicar metodologias ativas nas suas futuras carreiras docentes.
João Baracho salienta a relevância deste crescimento para a rede internacional. "O alargamento do Apps for Good ao Ensino Superior é um passo muito importante para o CDI Portugal e para a própria rede internacional do programa", afirmou. O diretor executivo sublinhou o valor dos estudantes deterem conhecimento técnico aplicável e que o formato representa um investimento sistémico capaz de se multiplicar. O país consolida assim uma abordagem onde a tecnologia responde a problemas humanos concretos, preparando uma nova geração de especialistas orientados para a inovação cívica.












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