
O mercado global de smartphones sofreu uma contração acentuada no segundo trimestre de 2026, registando uma queda de 11% face ao ano anterior. Este cenário, impulsionado pela atual crise no fornecimento de componentes, atirou as vendas para o nível mais baixo desde 2013 e afetou a maioria das fabricantes globais.
Segundo os dados revelados pela Counterpoint Research, a flutuação imprevisível dos preços dos telemóveis e o adiamento do lançamento de novas linhas estão na origem desta quebra estrutural. A consultora nota, porém, que o impacto deste "RAMageddon" foi sentido de forma desigual entre as principais marcas.
A resistência da Google, Samsung e Apple
Apesar da crise generalizada, a linha Pixel da Google destacou-se com um crescimento global de 16% em comparação com o mesmo período do ano passado. O relatório atribui este sucesso ao desempenho robusto dos modelos Pixel 10 e Pixel 10a nos chamados mercados maduros.
Entre o grupo das cinco maiores marcas, a Samsung conquistou o crescimento mais forte, reforçando a sua liderança num mercado que continua a encolher. A Apple também contrariou a tendência negativa com um aumento de 3% nos envios, o que permitiu a ambas as gigantes conquistar maiores fatias da indústria. Mais abaixo na tabela, a Huawei juntou-se aos resultados positivos com um crescimento de 6%.

Marcas chinesas sofrem os maiores recuos
A realidade foi consideravelmente mais dura para outras fabricantes asiáticas de topo, que viram a sua representação cair de forma expressiva. A Xiaomi sofreu uma quebra superior a 10%, mantendo uma quota final de 12%. O padrão repetiu-se com a Oppo e a Vivo, que registaram igualmente perdas superiores a 10% e fecharam o trimestre com quotas de 11% e 8%, respetivamente.
A consultora avisa que o volume total de envios deverá continuar a diminuir, já que a atual crise de memória não apresenta sinais de resolução a curto prazo. Na prática, para quem pretende comprar um novo telemóvel em Portugal, este cenário significa navegar num setor com preços altamente instáveis, onde a escassez de componentes afeta diretamente os modelos e as opções disponíveis nas lojas.












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