
A SK hynix começou a rejeitar a substituição física de unidades de armazenamento com defeito, escudando-se na escassez de componentes para devolver aos clientes o dinheiro exato que pagaram no momento da compra. De acordo com um caso exposto no Reddit pelo utilizador Alex, a fabricante ativou uma cláusula das suas condições de garantia que, no atual cenário de preços elevados, prejudica diretamente quem confiou na marca e precisa de acionar o RMA.
A cláusula que penaliza o consumidor
As unidades de consumo da empresa incluem uma garantia limitada de cinco anos, contemplando a reparação ou a entrega de um novo produto. O problema reside nas entrelinhas do contrato, que permite à marca oferecer o montante mais baixo entre o custo original e o valor de mercado atual do SSD.
Numa situação de desvalorização tecnológica natural, a regra faria sentido. Se uma unidade adquirida por 150 € avariasse anos mais tarde e o seu equivalente custasse 80 €, receber os 80 € seria aceitável para ambas as partes. O panorama inverteu-se com a recente subida drástica do custo da memória NAND. O reembolso do valor antigo impede o comprador de adquirir uma unidade com a mesma capacidade, obrigando-o a cobrir a diferença do próprio bolso ou a contentar-se com metade do armazenamento.
Casos semelhantes na Micron e Samsung
A política controversa não é exclusiva desta fabricante sul-coreana. A Micron enfrentou críticas recentes com a sua submarca Crucial, ao oferecer inicialmente um reembolso de cerca de 223 € (241,86 dólares) por um kit de memória DDR5 avariado, o que representava apenas 37% do custo de uma alternativa comparável na atualidade. A forte pressão pública forçou a empresa a enviar três módulos de 16 GB a 6.400 MT/s, mantendo os 48 GB originais e melhorando a configuração inicial que era de 2x 24 GB.
O ativista do direito à reparação Louis Rossmann deparou-se com um conflito idêntico envolvendo um Samsung 990 Pro de 4 TB. A tecnológica justificou a falta de stock para evitar a troca, apesar de o componente estar disponível em diversos canais de retalho. A diferença substancial reside nas condições da marca, que calcula a compensação económica com base no preço de venda em vigor na sua loja oficial.
Para o utilizador final em Portugal, este cenário exige uma atenção redobrada aos termos de garantia. Um período de cinco anos de cobertura transmite confiança, mas perde o seu propósito prático se a devolução financeira estanque não garantir o acesso a um equipamento de substituição com características idênticas.












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