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Stayaway covid

 

A aplicação “Stayaway COVID” encontra-se finalmente disponível para dispositivos Android e iOS desde o final da semana passada, depois de ter passado por um longo período de testes e ter levantado várias questões relativamente à privacidade dos utilizadores.

 

Apesar de muitas destas questões ainda se encontrarem pendentes de resposta, existe uma forte tendência que tem vindo a ser verificada sobre os meios de imprensa que pode levar a ainda mais confusões: o facto de estarem a apelidar a aplicação como um meio de detetar o COVID.

Existem vários casos na imprensa nacional onde a aplicação é classificada como uma forma de detetar o COVID, algo que é totalmente incorreto e pode levar a interpretações erradas na grande maioria dos casos.

 

A aplicação funciona por meio de contact tracing, utilizando apenas a ligação Bluetooth dos dispositivos para comunicar com outros equipamentos onde a aplicação também esteja instalada em redor. Se o utilizador permanecer por mais de 15 minutos perto de outra pessoa que tenha também a aplicação no seu dispositivo, e mais tarde (dentro do período de 14 dias) essa pessoa for infetada com o vírus, a aplicação alerta os utilizadores para a situação.

 

O uso da aplicação é totalmente dependente do facto de os utilizadores infetados registarem os seus códigos fornecidos pelos centros hospitalares na app quando tiverem resultados positivos – mas ainda assim uma forma extra de proteção para evitar a propagação do vírus, mesmo que seja necessária a interação dos utilizadores para tal.

 

No entanto, vários meios de imprensa estão a apelar fortemente à instalação da app sem terem o respetivo cuidado de explicar o funcionamento da mesma, ou utilizando títulos e descrições que podem levar à confusão de certos utilizadores.

Em certos meios a aplicação é classificada como uma forma de detetar o COVID, o que se encontra longe de ser verdade. A aplicação por si só não deteta qualquer caso de covid nem identifica ninguém que esteja infetado com o vírus, apenas alerta os utilizadores para a possibilidade de terem estado em contacto com alguém infetado.

 

título incorrecto app stayaway covid

 

Além disso, a aplicação também não deteta casos positivos de infeção em pessoas que se encontrem em redor do utilizador, quer tenham ou não a app instalada nos seus smartphones.

 

Isto também não quer dizer que o utilizador possa ter contraído o vírus se for alertado pela app, já que existem outros pontos a ter em atenção na transmissão do mesmo. Porém, será um bom ponto de partida para prevenção e garantir uma quarentena voluntária.

Esta desinformação pode agravar-se com o facto que muitos utilizadores pensam que a app permite realmente detetar quem está com COVID ou não, e identificar os sujeitos de tal.

 

É também importante relembrar que, a par com esta situação, existem ainda questões pendentes de entidades como a Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais – relativamente à privacidade e segurança dos utilizadores no uso deste género de apps, sobretudo porque os criadores da mesma ainda não esclareceram todos os pontos.

 

Uma das críticas encontra-se no facto de que parte do código de funcionamento da app ainda não se encontra disponível publicamente – apesar de uma grande maioria do mesmo ter sido fornecido abertamente, existem partes fundamentais da app que ainda estão “ocultas”, nomeadamente do código associado com o servidor responsável por receber as chaves de cada utilizador da app, entre outras que seriam importantes analisar para garantir a privacidade de todos.







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