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Amazon junto do planeta Terra

A Amazon partilhou o seu Relatório de Sustentabilidade para 2024, cobrindo o período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2024, e os resultados revelam um cenário agridoce. A gigante do comércio eletrónico anunciou que as suas emissões absolutas de carbono aumentaram 6%, invertendo a tendência de decréscimo dos dois anos anteriores.

Este aumento ocorre apesar de uma redução de 4% na intensidade de carbono, o que significa que a empresa está a emitir menos carbono por cada unidade de crescimento do negócio. O problema reside no facto de o crescimento da Amazon ter sido de 11% durante o ano, um ritmo que os seus esforços de redução não conseguiram acompanhar para evitar um aumento geral das emissões.

O custo da inteligência artificial

A principal razão para este crescimento acelerado do negócio e, consequentemente, das emissões, é a aposta na inteligência artificial. A empresa intensificou o seu investimento em IA generativa para transformar tanto a experiência do cliente como as suas operações internas. A expansão da IA resultou num aumento da procura de energia para os seus centros de dados, uma vez que os chips de IA exigem mais eletricidade e arrefecimento.

Apesar do aumento das emissões ser uma má notícia, a Amazon salienta que a Eficácia de Utilização de Energia (PUE) global da AWS foi de 1,15 em 2024. Este valor é mais eficiente do que a média da indústria, que se situa nos 1,25, e consideravelmente melhor do que os centros de dados locais tradicionais, com uma PUE média de 1,63. Para diversificar o seu portefólio de energia livre de carbono, a empresa está também a investir em energia nuclear.

Progressos na energia renovável e logística verde

Nem tudo são pontos negativos. Um marco importante foi o facto de a Amazon ter atingido a sua meta de utilizar 100% de energia renovável para as suas operações globais em 2024, cinco anos antes do objetivo original de 2030.

No que diz respeito à logística, a empresa reportou ter mais de 31.400 carrinhas de entrega elétricas em circulação a nível global, responsáveis pela entrega de 1,5 mil milhões de pacotes. Adicionalmente, instalou 11.770 carregadores, criando a maior rede de carregamento privada dos Estados Unidos.

Menos plástico e mais responsabilidade social

A Amazon também fez progressos na redução de resíduos. Ao eliminar as almofadas de ar de plástico das embalagens e substituí-las por enchimento de papel reciclável, conseguiu uma redução de 16,4% no total de embalagens de plástico. Outro dado positivo é a redução de cerca de um terço nas emissões de carbono por unidade enviada desde 2019.

A empresa reforçou ainda a responsabilidade na sua cadeia de fornecimento, expandindo o seu programa de auditoria de fornecedores para incluir prestadores de serviços terceirizados nas áreas da logística, armazenamento e construção.

Finalmente, a Amazon destacou os seus investimentos em comunidades locais, incluindo habitação a preços acessíveis e a oferta de créditos de computação em nuvem para organizações de saúde globais. A empresa está também a apostar na qualificação da força de trabalho, fornecendo formação em competências de IA a mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo.

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