
O mais recente dobrável da Samsung, o Galaxy Z Fold 7, chega com melhorias significativas no design e materiais, incluindo uma dobradiça mais fina e leve e vidro mais resistente. No entanto, um teste de durabilidade realizado pelo conhecido canal JerryRigEverything confirma que o ecrã interior continua a ser extremamente frágil, um problema que tem persistido ao longo de várias gerações. Apesar de sobreviver a testes de flexão e à exposição a poeira, o dispositivo continua a ser uma aposta arriscada para o utilizador comum.
Dobradiça mais fina, mesmo ecrã interior frágil
Uma das principais novidades do Galaxy Z Fold 7 é a sua dobradiça "Armor Flex" redesenhada, que é agora 27% mais fina e 43% mais leve. O ecrã exterior está protegido por Gorilla Glass Ceramic 2, enquanto a traseira conta com Gorilla Glass Victus 2. Com um preço a partir de 2.000 dólares (cerca de 1.860€, valor de referência que pode variar em Portugal), o dispositivo oferece um impressionante ecrã interior AMOLED de 8 polegadas a 120Hz, que atinge um brilho de 2.600 nits, e um ecrã exterior AMOLED de 6.5 polegadas, também a 120Hz.
Contudo, ambos os ecrãs mostram-se suscetíveis a "burn-in" após exposição prolongada ao calor. O painel interior flexível não sofreu alterações face a gerações anteriores, riscando-se ao nível 2 na escala de Mohs. Isto significa que algo tão simples como uma unha ou detritos no bolso pode deixar marcas permanentes. A Samsung oferece uma substituição gratuita da película protetora do ecrã interior nos primeiros 12 meses, sendo que as substituições seguintes custam 19,99 dólares (aproximadamente 18,50€).
A areia continua a ser um inimigo, mas a dobradiça resiste
Apesar de o Fold 7 possuir uma certificação IP48, que o protege contra partículas maiores que 1mm e submersão em líquidos, a sensibilidade do ecrã interior significa que areia e outros detritos podem causar danos com facilidade. No entanto, o teste de JerryRigEverything demonstrou que a própria dobradiça resiste bem à exposição ao pó, sem ranger ou bloquear, evitando uma fraqueza comum nos primeiros modelos dobráveis.
O conjunto de câmaras traseiras — um sensor principal de 200MP, um ultra-wide de 12MP e uma teleobjetiva de 10MP com zoom 3x — beneficia da proteção do Gorilla Glass Victus 2 e de novos anéis de vedação contra o pó. Isto confere ao telemóvel uma maior robustez exterior, mesmo que o ecrã interior continue a ser o seu ponto mais delicado. Fora da garantia da película, a substituição do painel interior tem um custo de 589 dólares (cerca de 548€), e a Samsung desaconselha o uso de películas de terceiros para evitar danos na zona da dobra.
Sobrevive à flexão, mas não ao desgaste diário
Apesar da sua estrutura mais fina, os testes de durabilidade revelaram que o Galaxy Z Fold 7 sobrevive a flexões inversas repetidas, stress na dobradiça e exposição intensa a poeira sem que o vidro ou a estrutura cedam, tornando-o mais robusto que os modelos anteriores.
No entanto, a conclusão é clara: o ecrã interior ultra-sensível continua a ser o grande ponto fraco, com uma elevada suscetibilidade a riscos e vincos profundos que irão preocupar a maioria dos proprietários. Com base no teste, este é um telemóvel recomendado apenas para quem está disposto a investir um valor considerável e a tratá-lo com extremo cuidado, pois o uso diário típico ainda representa um risco significativo para a sua durabilidade.












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