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Taylor Swift a cantar

O lançamento do álbum The Life of a Showgirl, de Taylor Swift, em outubro, não foi apenas um evento musical; transformou-se num campo de batalha digital. Segundo uma reportagem exclusiva da Rolling Stone, uma parte significativa do discurso negativo e das teorias da conspiração que envolveram o disco foi impulsionada por uma rede coordenada de contas inautênticas nas redes sociais.

O que começou como uma discussão habitual entre fãs e críticos sobre letras e melodias rapidamente escalou para acusações graves. De repente, a conversa online desviou-se para teorias de que Swift estaria a esconder simbologia nazi na sua obra ou a apoiar secretamente o movimento MAGA — isto apesar de a artista ter apoiado Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024. Agora, uma nova análise sugere que esta mudança de tom não foi orgânica.

A anatomia de uma tempestade artificial

A firma de "escuta social" Gudea realizou uma análise profunda a 24.679 publicações de mais de 18 mil utilizadores em 14 plataformas diferentes. As conclusões, detalhadas no relatório completo da Gudea, indicam que apenas 3,77% dos utilizadores exibiram comportamentos inautênticos, mas este pequeno grupo foi responsável por gerar mais de um quarto de todo o volume de discussão.

O estudo aponta que narrativas extremas, como a associação a imagens nazis ou comparações com Kanye West, tiveram origem em plataformas marginais como o 4chan. Posteriormente, estas histórias foram disseminadas para redes mais mainstream como o X e o TikTok. A estratégia passava por "semear" falsidades que, eventualmente, provocavam reações de utilizadores reais, amplificando o alcance da desinformação sem que a maioria percebesse a origem artificial da polémica.

Crítica legítima vs. Ruído de bots

A publicação destas conclusões gerou uma segunda vaga de controvérsia. Muitos críticos e utilizadores sentiram que o relatório estava a desvalorizar opiniões legítimas, rotulando qualquer crítica negativa como sendo obra de "bots". No entanto, a Gudea sublinha que a grande maioria do discurso foi autêntico. Discussões sobre apropriação cultural, o uso de vernáculo afro-americano (AAVE) e críticas à qualidade musical do álbum foram identificadas como tráfego orgânico e real.

Ainda assim, a desconfiança permanece. Alguns utilizadores acusaram a Gudea de ser uma empresa de Inteligência Artificial criada para limpar a imagem da estrela pop, uma alegação que o CEO da empresa, Keith Presley, nega categoricamente, afirmando que o relatório foi produzido de forma independente. O caso ilustra como a velocidade das redes sociais e a intervenção de atores mal-intencionados podem distorcer a perceção pública, transformando debates culturais em caos digital.




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