
O mais recente topo de gama da Honor acaba de ser submetido a uma das avaliações mais rigorosas da indústria. O Honor Magic 8 Pro, conhecido pelas suas especificações de luxo e uma aposta forte na fotografia, passou pelos laboratórios do DXOMARK, onde os especialistas testaram a fundo o seu sistema de câmaras. Com uma lente telefoto impressionante de 200 MP, o dispositivo conseguiu assegurar um lugar entre a elite, embora ainda tenha alguns degraus a subir para alcançar o pódio absoluto.
Um hardware de peso com Snapdragon de topo
Para sustentar todo o processamento de imagem, o Magic 8 Pro vem equipado com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, a solução mais potente da Qualcomm lançada em setembro. No entanto, é no módulo traseiro que as atenções se concentram. O sensor principal de 50 MP apresenta uma abertura de f/1.6, acompanhado por estabilização ótica de imagem (OIS) e focagem automática multidirecional. A acompanhar, encontra-se uma lente ultrawide também de 50 MP, com um campo de visão de 122 graus.
A grande estrela, contudo, é a lente periscópio. A Honor não poupou nos megapíxeis, integrando um sensor de 200 MP para o zoom, com uma abertura de f/2.6 — um valor notável para este tipo de lente — garantindo também estabilização ótica. Este conjunto de especificações prometia muito no papel, e os testes práticos confirmaram grande parte desse potencial.
Pontos fortes e onde ainda pode melhorar
Segundo a análise detalhada, o Honor Magic 8 Pro destaca-se pela excelente exposição e um amplo alcance dinâmico (HDR), conseguindo lidar bem com a maioria das condições de iluminação. As imagens captadas em ambientes bem iluminados apresentam um nível de detalhe muito elevado, e o modo retrato foi elogiado pela segmentação precisa do sujeito.
Outro ponto positivo foi o balanço de brancos, considerado neutro e capaz de reproduzir tons de pele agradáveis. O controlo de ruído também foi um fator de destaque, mantendo as imagens limpas na maioria das situações.
No entanto, nem tudo é perfeito. Os testes apontaram algumas falhas, nomeadamente instabilidades na exposição que podem ser visíveis em vídeos ou disparos consecutivos. Em cenários de baixa luminosidade ou interiores, o ruído torna-se mais percetível, e as cores em vídeo podem por vezes apresentar imprecisões. Foram também detetados alguns artefactos de imagem, como ghosting (rastos de movimento) e color fringing nas extremidades, além de uma profundidade de campo que pode ser limitada em certas situações.
Veredito final e disponibilidade
Com uma pontuação final de 164 pontos, o topo de gama da Honor assegura a 5.ª posição no ranking global do DXOMARK. O dispositivo posiciona-se como uma das melhores opções do mercado para fotografia, embora fique ligeiramente atrás de pesos pesados como o Huawei Pura 80 Ultra e o iPhone 17 Pro.
Para além das câmeras, o telemóvel impressiona noutras áreas, oferecendo um ecrã OLED de 6,71 polegadas com resolução 1,5K e taxa de atualização de 120 Hz. A autonomia é garantida por uma bateria massiva de 7.100 mAh, com suporte para carregamento rápido de 100 W.
Lançado no mercado global no final de novembro, o dispositivo tem um preço base na Malásia a rondar os 4.599 MYR (aproximadamente 970 euros em conversão direta), não havendo ainda confirmação oficial sobre a sua chegada às lojas em Portugal.










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