
A AMD decidiu não se limitar apenas ao hardware durante a sua apresentação na CES 2026. A par do lançamento dos novos processadores da série Ryzen AI 400 e do muito aguardado Ryzen 9850X3D, a gigante tecnológica revelou uma atualização massiva para a sua pilha de software de Inteligência Artificial. O novo ROCm 7.2 (Radeon Open Compute) promete ser a resposta definitiva ao domínio da CUDA da Nvidia, trazendo finalmente um suporte robusto para o sistema operativo da Microsoft.
O fim da exclusividade Linux
Historicamente, o desenvolvimento sério de IA em hardware da marca vermelha estava confinado ao ambiente Linux, criando uma barreira de entrada para muitos criadores e entusiastas. Com o ROCm 7.2, a empresa quebra essa barreira, anunciando suporte total tanto para Linux como para Windows.
Esta mudança estratégica visa democratizar o acesso ao poder de processamento da empresa, garantindo compatibilidade direta com os mais recentes processadores Ryzen AI 400 e com as placas gráficas profissionais Radeon AI PRO. O objetivo é claro: permitir que qualquer utilizador, independentemente do sistema operativo, possa tirar partido da aceleração de IA sem ter de recorrer a configurações complexas ou dual-boot.
Saltos gigantes no desempenho de IA
Durante a keynote, a empresa sublinhou a evolução rápida da sua plataforma de software. Segundo os dados apresentados, a versão anterior (ROCm 7.1.1) já tinha entregue um aumento de desempenho de até 5 vezes em comparação com a versão 6.4.4 em modelos de IA cruciais.

Os benchmarks internos revelados na CES 2026 mostram ganhos impressionantes para a nova geração:
Stable Diffusion XL (SDXL): Executa 2,6 vezes mais rápido nos processadores Ryzen AI Max.
Flux S: Regista uma aceleração de 5,2 vezes no mesmo hardware.
Modelo WAN 14b: Observa-se um aumento de desempenho de 5,4 vezes nas GPUs Radeon AI PRO R9700.
Estes números colocam a empresa numa posição muito mais competitiva, especialmente para quem procura alternativas ao ecossistema da Nvidia para tarefas de inferência e treino de modelos generativos.
Criação de vídeo e facilidade de uso
A escalabilidade foi outro ponto forte da apresentação. O novo software demonstra capacidade para alimentar modelos pesados de conversão de texto para vídeo. Modelos como o LTX Video 0.9 (com 2 mil milhões de parâmetros em FP16) e o WAN 2.2 (14 mil milhões de parâmetros em FP8) são agora totalmente suportados.
A empresa afirma que, com o hardware adequado — como uma Radeon AI PRO ou um Ryzen AI Max+ emparelhado com 64GB de RAM — é possível atingir tempos de geração de vídeo tão baixos quanto 45 segundos e 4 minutos, respetivamente.
Para fechar com chave de ouro para a comunidade open-source, foi confirmada a integração oficial do ComfyUI com o ROCm. Esta interface, extremamente popular para fluxos de trabalho de IA generativa, passa a estar disponível para download direto, facilitando a vida aos criadores. Os utilizadores podem instalar a pilha completa de software através dos novos drivers AMD Adrenalin 26.1.1 para Windows.










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