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Exchange online da microsoft

O Exchange Online é uma peça fundamental na infraestrutura de TI de inúmeras empresas, servindo como a espinha dorsal da comunicação corporativa. Embora a Microsoft seja conhecida por adaptar as suas políticas às necessidades dos clientes — como vimos recentemente com os limites de envio ou o arquivo automático — há linhas vermelhas que a empresa não quer que sejam ultrapassadas. Agora, a gigante de Redmond está a desencorajar ativamente os administradores de TI de utilizarem uma configuração específica, alertando que esta não é suportada oficialmente.

Em causa está a utilização do comando (cmdlet) New-MoveRequest para realizar movimentações locais de caixas de correio dentro do mesmo "tenant" ou centro de dados. Segundo a informação partilhada pela Microsoft na sua Tech Community, embora este comando ainda exista por razões históricas, a sua utilização para movimentos locais traz mais problemas do que soluções.

Funcionalidade herdada e riscos de eficiência

A Microsoft explica que a capacidade de mover caixas de correio manualmente era crucial em ambientes locais (on-premises) com o Exchange Server 2010, nomeadamente para mover dados entre bases de dados. No entanto, na nuvem moderna do Exchange Online, o cenário é muito diferente. O sistema possui processos automatizados que gerem o equilíbrio de carga e a localização das caixas de correio de forma inteligente, tornando a intervenção manual desnecessária e ineficiente.

Um dos grandes problemas apontados é a dificuldade no suporte técnico. A empresa admite que não consegue diagnosticar facilmente problemas decorrentes destas movimentações locais, nem acelerar o processo. Uma vez iniciados, estes pedidos são classificados como tarefas de fundo de baixa prioridade, podendo demorar semanas a serem concluídos.

Além da lentidão, existe um risco real de integridade dos dados. A Microsoft alerta para a possibilidade de criar dados "órfãos". Isto acontece porque o código de atualização, no final de um movimento local, conhece apenas as propriedades que apontam para os fragmentos (shards) principais da caixa de correio. Se um administrador forçar um movimento num fragmento baseado na localização, o sistema pode não atualizar corretamente a base de dados, resultando na perda de ligação ao fragmento principal.

Mitos de desempenho e a solução recomendada

A empresa nota ainda que persistem vários equívocos entre os profissionais de TI. Muitos administradores recorrem a esta movimentação manual na crença de que ela irá reparar caixas de correio corrompidas ou resolver problemas de desempenho. A Microsoft é perentória: isso não é verdade. Estas ações não servem como ferramentas de reparação nem de otimização.

O comando New-MoveRequest continua disponível e suportado apenas para um cenário específico: a movimentação de caixas de correio entre dois "tenants" diferentes. Para tudo o resto, a recomendação é clara: se existirem problemas de desempenho ou corrupção, os administradores devem contactar o suporte da Microsoft para investigar a causa raiz, em vez de tentarem "forçar" uma solução manual. Para a gestão diária, a melhor prática é confiar nos serviços de automação do Exchange Online, desenhados para equilibrar a carga e garantir a performance sem intervenção humana.




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