
A família de processadores da AMD prepara-se para receber um novo membro de peso. Uma das grandes novidades esperadas para a CES 2026, o Ryzen AI MAX+ 392, acabou de surgir num teste de desempenho, revelando que a linha que separa os portáteis dos computadores de secretária está cada vez mais ténue.
Apesar de sofrer alguns cortes nas especificações face ao modelo de topo, este novo chip promete entregar um nível de performance capaz de fazer frente a processadores de desktop consagrados.
Um "monstro" compacto na família Strix Halo
O novo Ryzen AI MAX+ 392 surge como uma expansão da família Strix Halo, numa clara tentativa da AMD de levar a sua poderosa arquitetura gráfica integrada a um público mais vasto. Este processador destaca-se por incluir a robusta GPU Radeon 8060S com 40 Unidades Computacionais (CUs), prometendo um desempenho gráfico muito interessante para os jogadores que preferem a mobilidade.
Comparativamente ao seu "irmão mais velho", o modelo 395, as diferenças encontram-se principalmente na contagem de núcleos e nas frequências. O 392 desce de 16 para 12 núcleos de CPU, com a velocidade de relógio máxima a ajustar-se dos 5,1 GHz para os 5,0 GHz. Contudo, estas alterações não parecem comprometer a ambição do chip, que se posiciona para equipar portáteis de alto desempenho, tablets e mini PCs.
A fuga de informação, partilhada pelo utilizador @Olrak29_ na rede social X, mostra o chip a correr num novo ASUS TUF Gaming A14 2026 (modelo FA401EA). O sistema de teste estava equipado com uns impressionantes 64 GB de memória RAM a operar a 8.000 MT/s e corria o Windows 11, provavelmente num perfil de energia de alto desempenho.
Desempenho que desafia os desktops
Os resultados obtidos no banco de dados do Geekbench 6 não deixam margem para dúvidas sobre a capacidade deste silício. O Ryzen AI MAX+ 392 alcançou 2.917 pontos em testes single-core e 18.071 pontos em multi-core. Para colocar estes números em perspetiva, este desempenho coloca o chip de portátil no mesmo patamar de várias soluções de desktop.
Analisando os dados, verifica-se que este novo processador supera o Ryzen 9 7900X (um chip de secretária com 12 núcleos Zen 4) e consegue praticamente empatar com o aclamado Ryzen 7 9800X3D, que utiliza 8 núcleos da arquitetura Zen 5. Embora fique ligeiramente atrás do Ryzen 9 9900X — que é cerca de 15% mais rápido e partilha a mesma contagem de núcleos —, a diferença é perfeitamente justificável tendo em conta as restrições térmicas e de consumo energético inerentes a um computador portátil.
Segundo a análise da Wccftech, ter este nível de poder de processamento num chassis compacto como o do TUF Gaming A14 é um feito notável. A combinação de uma eficiência energética elevada com gráficos integrados que já demonstraram capacidade para rivalizar com a PlayStation 5 torna este lançamento um dos mais aguardados do ano.
O AMD Ryzen AI MAX+ 392 deverá chegar ao mercado na primeira metade de 2026. Resta agora aguardar para ver como estes cortes nas especificações se refletirão no preço final para o consumidor, numa altura em que o mercado ainda sente os efeitos da instabilidade nos preços das memórias.










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