
A Google parece estar a preparar-se para alterar o seu calendário habitual de lançamentos e agitar o mercado de gama média logo no início do ano. Enquanto a tradição nos habituou a esperar pelos modelos da série "a" entre abril e maio, coincidindo muitas vezes com a conferência I/O, as novas informações indicam que o sucessor do Pixel 9a poderá chegar às lojas consideravelmente mais cedo.
De acordo com informações avançadas pelo conhecido leaker Roland Quandt, o novo Pixel 10a deverá ser revelado já em meados de fevereiro. Esta mudança de estratégia sugere que a gigante tecnológica pretende posicionar a sua oferta mais acessível logo no arranque de 2025, possivelmente para aproveitar o ímpeto das vendas pós-festividades e antecipar-se à concorrência direta no segmento de gama média.
O regresso do "Berry" e uma paleta familiar
Para os fãs que consideram que os smartphones modernos são demasiado monótonos, as novidades estéticas do Pixel 10a serão bem-vindas. O dispositivo deverá chegar ao mercado em quatro tonalidades distintas: Obsidian (o clássico preto), Fog (um cinzento claro sóbrio), Lavender (lavanda) e, para alegria de muitos, o regresso da cor "Berry".
Este tom cor-de-rosa vibrante, que já marcou presença na geração anterior, parece ter conquistado os utilizadores. Curiosamente, embora a Google tenha optado por não incluir esta cor na sua linha principal do Pixel 10, a manutenção desta identidade visual na série "a" reforça a ideia de que este modelo procura ser não apenas uma ferramenta tecnológica, mas também um objeto de estilo e expressão pessoal.
Hardware: Uma evolução conservadora
Se no calendário a Google parece querer inovar, no interior do equipamento a estratégia aparenta ser de continuidade. As especificações técnicas sugeridas pelas fugas de informação apontam para uma grande semelhança com o hardware do Pixel 9a, numa abordagem que privilegia a estabilidade e o custo em detrimento de saltos geracionais massivos.
O Pixel 10a deverá manter o ecrã de 6,3 polegadas (com tecnologia AMOLED ou pOLED), oferecendo uma taxa de atualização variável entre 60 Hz e 120 Hz, garantindo fluidez na navegação. No coração do dispositivo, espera-se encontrar o processador Tensor G4 — o mesmo que equipa a geração atual — em vez de um salto para o futuro Tensor G5.
Em termos de componentes internos, o pacote previsto inclui:
Memória RAM: 8 GB.
Armazenamento: Versões de 128 GB e 256 GB (ainda com tecnologia UFS 3.1).
Bateria: Uma capacidade generosa de 5.100 mAh.
Câmaras: Um sensor principal de 48 MP acompanhado por uma ultra-grande angular de 13 MP.
O que fica de fora no modelo acessível
Para atingir um preço competitivo, que se estima rondar os 500 euros, a marca teve de fazer alguns compromissos. Segundo os dados partilhados, e corroborados pelo canal Mystic Leaks no Telegram, os entusiastas de fotografia não devem contar com uma lente teleobjetiva, uma característica que continua reservada para os modelos Pro da linha Pixel.
Além disso, funcionalidade de Inteligência Artificial mais avançada, como o "Magic Cue", também deverá estar ausente deste modelo. Se estes dados se confirmarem, o Pixel 10a perfila-se como uma atualização incremental sólida, ideal para quem ainda utiliza modelos mais antigos como o Pixel 6a ou 7a e procura uma renovação fiável sem entrar no patamar de preços dos topos de gama.










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