1. TugaTech » Hardware » Noticias de Hardware
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

AMD Ryzen

Desde que os primeiros rumores surgiram no início de 2021, a tecnologia de empilhamento de memória da AMD tem vindo a redefinir o desempenho no mundo dos processadores, especialmente no que toca ao gaming. O conceito, que se materializou na famosa 3D V-Cache, consiste essencialmente no empilhamento vertical da cache de último nível (LLC), permitindo aumentar drasticamente a capacidade num espaço físico reduzido.

Atualmente na sua segunda geração, esta tecnologia provou ser um trunfo valioso para a gigante dos semicondutores. Um exemplo recente deste sucesso foi o lançamento, durante a CES 2026, do Ryzen 7 9850X3D, que chegou ao mercado com a audaz reivindicação de ser o processador de jogos mais rápido do mundo. No entanto, a empresa não parece estar satisfeita em ficar apenas pela cache de nível 3 (L3) e já está a explorar novas formas de otimizar a sua hierarquia de memória.

Do L3 para o L2: A procura por menor latência

Na arquitetura Zen, a cache que habitualmente recebe o tratamento 3D é a L3. Contudo, um novo registo de propriedade intelectual sugere que a fabricante está a preparar-se para aplicar uma lógica semelhante à cache de nível 2 (L2), com o objetivo de obter ganhos ainda maiores em desempenho e eficiência energética.

De acordo com o registo da patente, a AMD denomina este novo design de “Balanced Latency Stacked Cache” (Cache Empilhada de Latência Equilibrada). O objetivo primordial é reduzir os atrasos no acesso à memória e melhorar a eficiência energética nos futuros processadores Ryzen X3D.

imagem da patente

Comparativamente aos processadores com cache 3D, os modelos convencionais com cache planar sofrem de latências mais elevadas e custos energéticos superiores, o que se traduz numa menor eficiência. Com este novo design de memória cache L2 em 3D, a empresa afirma conseguir reduzir o número de ciclos necessários para aceder a uma cache L2 típica de 1 MB. A melhoria seria de 14 ciclos para apenas 12 ciclos.

Embora uma redução de dois ciclos possa parecer irrelevante para o utilizador comum, no design de arquitetura de CPU, onde cada nanossegundo conta, esta otimização é motivo de entusiasmo. Considerando que uma cache L2 típica opera num intervalo de 10 a 50 ciclos, conseguir "limar" estas arestas pode resultar num impacto significativo na performance final.

Como funciona a estrutura equilibrada

Para tornar isto possível, o documento técnico explica que os "dies" empilhados são ligados através de vias de conexão, como as TSVs (Through-Silicon Vias) ou BPVs (Bond Pad Vias), permitindo a comunicação vertical entre as camadas de silício. O segredo deste design reside no encaminhamento destas conexões através do centro da estrutura.

Ao centralizar as vias de conexão, a AMD consegue encurtar o comprimento dos fios e os estágios de comunicação. Além disso, esta abordagem cria uma estrutura simétrica ou "equilibrada", o que ajuda a garantir que os tempos de acesso aos dados sejam uniformes em todas as camadas. É precisamente esta característica que dá nome à patente.

Como acontece com qualquer registo de patente, é importante notar que a existência do documento não garante que a tecnologia chegue imediatamente ao mercado ou que seja implementada exatamente desta forma. Existe frequentemente uma distância considerável entre a expectativa teórica e o desempenho no mundo real, mas este passo indica claramente que a inovação no empilhamento de chips está longe de terminar.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech