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Mark Zuckerberg

A gigante das redes sociais parece estar finalmente a recuperar o fôlego na corrida da tecnologia. Após um período considerado por muitos como desvantajoso face à concorrência, a Meta confirmou que a sua divisão Superintelligence Labs concluiu a versão inicial dos seus novos modelos de Inteligência Artificial, marcando o início de uma nova era para a empresa de Mark Zuckerberg.

A revelação foi feita por Andrew Bosworth, CTO da empresa, durante o Fórum Económico Mundial em Davos. Segundo o executivo, este marco é o resultado de seis meses de trabalho intensivo e de uma reorganização profunda das prioridades da empresa. Embora os modelos já estejam finalizados internamente, a disponibilização ao público não será imediata, uma vez que a equipa se encontra agora focada na fase de pós-treino para garantir a segurança e eficácia das ferramentas, conforme reportado pela Reuters.

Uma nova estratégia após um ano caótico

O desenvolvimento destes novos modelos surge como uma resposta direta a um ano de 2025 que o próprio Bosworth descreveu como "tremendamente caótico". O insucesso do modelo Llama 4 obrigou a empresa a repensar a sua abordagem e filosofia. Para inverter a tendência negativa, a tecnológica investiu fortemente na contratação de talento especializado, incluindo a aquisição estratégica da Scale AI, numa tentativa de recuperar o tempo perdido e colocar-se novamente na vanguarda da inovação.

As informações que circulam indicam a existência de dois modelos principais com propósitos distintos. O primeiro, com o nome de código "Avocado", estará focado no processamento de texto e deverá chegar aos utilizadores no primeiro trimestre de 2026. Já o "Mango" será a aposta para a criação de conteúdos visuais, prometendo gerar imagens e vídeos de alta fidelidade, uma área onde a concorrência tem sido feroz.

O futuro nos dispositivos vestíveis

Esta nova vaga de IA não servirá apenas para alimentar chatbots ou geradores de imagens na web; o objetivo é integrar estas capacidades diretamente no hardware da marca. Espera-se que os óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban sejam os grandes beneficiários, permitindo uma interação mais fluida e inteligente com o utilizador, libertando-o das limitações dos ecrãs tradicionais.

No entanto, uma questão permanece em aberto: a continuidade da política de código aberto. Se anteriormente a empresa defendia a partilha dos seus modelos, a ascensão rápida de concorrentes chineses e as dificuldades enfrentadas com as versões anteriores do Llama podem levar a uma mudança de paradigma. Zuckerberg, que afirmou estar disposto a arriscar milhares de milhões para garantir a sobrevivência e liderança da empresa, poderá agora optar por manter estas novas "joias da coroa" mais protegidas dentro de portas.




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