
Se estava a planear adquirir um smartphone com 1 TB de armazenamento este ano, talvez seja altura de reavaliar o seu orçamento ou ajustar as expectativas. Uma nova fuga de informação, proveniente do reputado leaker Digital Chat Station, revela que os dias dos topos de gama acessíveis com alta capacidade estão prestes a encontrar um enorme obstáculo devido ao aumento vertiginoso dos custos de produção.
Ao que tudo indica, o aumento do preço das memórias está a obrigar os fabricantes a tomarem decisões difíceis. Estes cortes estão a afetar tanto o segmento de gama média, na casa dos 330 euros (aproximadamente 2.500 CNY), como os modelos de topo equipados com o processador Snapdragon 8 Elite. Parece que a "Era Dourada" do armazenamento barato ficou para trás, e as marcas estão agora a trabalhar silenciosamente para garantir que as suas margens de lucro permanecem intactas.
O fim dos descontos e o cancelamento de modelos
Temos notado uma tendência alarmante com a mais recente vaga de dispositivos de topo. Tradicionalmente, os fabricantes tentam impulsionar as vendas iniciais com estratégias agressivas de descontos de lançamento. No entanto, o Digital Chat Station aponta que esta prática está a ser revertida mais cedo do que o esperado. Os preços destes novos dispositivos estão a subir para os seus valores padrão mais rapidamente.
Se perdeu a venda inicial de dispositivos recentes, como o exclusivo chinês REDMI K90 Pro Max – que segundo as informações deverá chegar ao mercado global como o POCO F8 Ultra – poderá agora ter de pagar um valor premium pelo mesmo equipamento apenas algumas semanas depois. Mais grave ainda é o cancelamento de encomendas de chips de 1TB por parte dos fabricantes, sendo que algumas variantes de smartphones ainda não lançados com esta capacidade foram completamente cortadas da produção.
512GB é o novo padrão (e sai caro)
A notícia mais preocupante é a descontinuação gradual do armazenamento de 1TB. Olhando para o mercado em 2024, ter 1TB como opção parecia ser o novo normal. Contudo, a fuga de informação indica que os envios de variantes com esta capacidade são extremamente baixos. A indústria parece estar a apostar que os utilizadores irão escolher a variante de 512GB, que se está a tornar o volume de encomenda padrão.
No entanto, esta mudança tem um custo para o consumidor: a diferença de preço entre as variantes de 256GB e 512GB aumentou agora para valores entre os 50 e os 65 euros (400-500 CNY). Os mais afetados são os topos de gama focados no orçamento, onde as atualizações de memória se tornaram significativamente mais dispendiosas. Se encontrar um bom negócio num telefone de 512GB ou 1TB agora, é de aproveitar, pois os dados sugerem que os preços têm apenas uma direção: para cima. É provável que os futuros lançamentos das séries Xiaomi e POCO reflitam estas opções limitadas, promovendo o armazenamento na nuvem como a resposta para o problema.










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