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GM elétrico

A transição para a mobilidade elétrica está a revelar-se um caminho dispendioso para a General Motors (GM). A gigante automóvel norte-americana confirmou que os planos para reduzir a escala da sua produção de veículos elétricos (VE) nos Estados Unidos resultaram num impacto financeiro superior a 7 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2025. Apesar de ter registado números de vendas impressionantes, a empresa prepara-se para um 2026 com volumes de produção "significativamente" mais baixos neste segmento.

Apesar dos ajustes drásticos, a CEO da GM, Mary Barra, reafirmou durante a apresentação de resultados que a empresa "continua a acreditar nos veículos elétricos". No entanto, a estratégia a curto prazo passa agora por uma contenção de custos agressiva e um foco renovado nos modelos a combustão para garantir a rentabilidade.

O "efeito Trump" e o peso dos cancelamentos

Os dados financeiros são pesados: a GM reportou um encargo único de 7,6 mil milhões de dólares em 2025 relacionado exclusivamente com a divisão de elétricos. A maior fatia deste prejuízo, cerca de 6 mil milhões, foi registada apenas no quarto trimestre, motivada pelo cancelamento de contratos com fornecedores e, principalmente, pela decisão de descontinuar a produção da furgoneta elétrica BrightDrop.

Segundo os dados revelados pela Electrek, grande parte desta mudança de rumo deve-se às novas políticas da administração Trump. O fim do crédito fiscal federal de 7.500 dólares, que foi eliminado no final de setembro de 2025, alterou drasticamente o cenário de rentabilidade para os fabricantes nos EUA.

Como consequência destes encargos extra, o lucro líquido da GM em 2025 caiu 55%, fixando-se nos 2,7 mil milhões de dólares. Para 2026, a previsão é mais otimista, com a empresa a apontar para lucros entre os 13 e os 15 mil milhões de dólares, impulsionados quase exclusivamente pelo aumento das vendas de camiões e SUVs a gasolina.

Sucesso de vendas não trava a mudança de estratégia

O mais curioso nesta equação é que, do ponto de vista comercial, os elétricos da GM foram um sucesso. A empresa vendeu quase 170.000 unidades nos EUA no ano passado, um número que supera qualquer outro fabricante, excetuando a Tesla. Para se ter uma ideia da dimensão, este volume é mais do dobro das cerca de 84.000 unidades vendidas pela rival Ford em 2025.

O Chevrolet Equinox EV, promovido como um dos elétricos mais acessíveis com boa autonomia, foi o terceiro modelo mais vendido do mercado, ficando apenas atrás do Model Y e do Model 3. Contudo, nem este sucesso foi suficiente para manter os planos originais. Embora a GM planeie lançar o novo Chevy Bolt em 2027 com um preço abaixo dos 30.000 dólares, a fábrica do Kansas destinada a este modelo será convertida para produzir exclusivamente carros a gasolina, deixando o futuro do pequeno elétrico numa posição delicada.

Com a chegada de novas opções de baixo custo ao mercado, como o renovado Nissan LEAF e o novo Toyota C-HR, resta saber se a GM conseguirá manter a sua liderança no segmento dos elétricos acessíveis enquanto reduz o seu investimento na tecnologia.

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