
O mercado automóvel continua a sofrer ajustes constantes e a Kia acaba de tomar uma decisão drástica relativamente à sua oferta de híbridos plug-in nos Estados Unidos. A fabricante confirmou que o Kia Niro PHEV não terá uma versão para o ano de 2026 naquele território, uma medida justificada pela evolução das condições de mercado.
A notícia surge num momento em que várias marcas estão a reavaliar as suas estratégias de eletrificação, tentando equilibrar a oferta com a procura real dos consumidores. Embora o Niro tenha estado disponível com três opções de motorização — híbrido, híbrido plug-in e puramente elétrico — o modelo tem lutado para encontrar o seu espaço, registando um total de apenas 31.182 unidades vendidas no ano passado, contabilizando todas as variantes.
Mudança de estratégia e vendas tímidas
A confirmação desta descontinuação foi dada pela própria fabricante à Kelley Blue Book, com um porta-voz da Kia a declarar que, "devido às mudanças nas condições de mercado, o Niro PHEV de 2026 deixará de estar disponível no mercado dos EUA".
Apesar de a Kia não discriminar as vendas por tipo de motorização, tudo indica que a versão plug-in, com um preço inicial a rondar os 36 mil dólares (cerca de 33 mil euros à taxa de câmbio atual), representava a fatia mais pequena do bolo. O modelo, cuja primeira geração surgiu em 2018 e a segunda em 2023 — trazendo na altura um interior maior e uma autonomia elétrica melhorada para cerca de 53 km —, parece ter perdido o fôlego.
Recentemente, o Niro recebeu um restyling no seu país de origem, a Coreia do Sul, mas permanece a incerteza se essa atualização chegará ao mercado norte-americano ou se a versão PHEV voltará sequer a ser comercializada por lá no futuro.
Um fenómeno que afeta toda a indústria
Esta decisão da Kia não é um caso isolado e insere-se num movimento mais amplo dentro do próprio grupo e da concorrência. Curiosamente, a "prima" Hyundai também vai colocar o Kona Electric em pausa para o ano modelo de 2026, devido ao excesso de stock dos modelos de 2025 nos concessionários, embora o seu regresso esteja previsto para 2027.
O cenário de retração estende-se a outros gigantes do setor. Marcas como a Stellantis, a General Motors e a Ford têm vindo a descontinuar ou a reduzir a produção de alguns modelos plug-in, como é o caso da F-150 Lightning ou dos modelos 4xe da Jeep, sinalizando que a transição elétrica está a enfrentar alguns obstáculos de inventário e aceitação no mercado norte-americano.












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