
A inteligência artificial está a recrutar um novo soldado de peso. A OpenAI anunciou hoje que o ChatGPT vai integrar a plataforma GenAI.mil, juntando-se aos esforços do Departamento de Guerra dos Estados Unidos para modernizar as suas operações.
Esta novidade surge cerca de um ano após o lançamento da plataforma, que inicialmente contou com o Gemini da Google Cloud para permitir que contratantes e pessoal militar utilizassem capacidades de IA generativa. Agora, o chatbot mais famoso do mundo estará disponível para tarefas não classificadas, prometendo acelerar a burocracia militar com um nível de segurança reforçado.
Segurança máxima e zero treino de dados
A principal preocupação quando se mistura segredos militares e inteligência artificial é, naturalmente, a fuga de informação. Para mitigar esse risco, a versão do ChatGPT a ser implementada não é a mesma que tens no teu computador pessoal. O sistema correrá numa infraestrutura de nuvem governamental autorizada, equipada com controlos de segurança específicos para proteger dados sensíveis do Departamento.
A OpenAI garantiu que nenhuma informação processada neste ambiente isolado será utilizada para treinar os seus modelos públicos ou comerciais. O objetivo é apoiar os membros das forças armadas em tarefas administrativas do dia a dia, como resumir e analisar documentos de política, redigir materiais de contratação, criar listas de verificação e gerar relatórios, tudo isto sem comprometer a segurança nacional.
A estratégia de Trump e o precedente da Google
Esta integração não é um caso isolado, mas sim parte de um plano abrangente de modernização. Conforme detalhado pelo Departamento de Guerra, a iniciativa é uma execução direta da Estratégia de Aceleração de IA e responde ao mandato do Plano de Ação de IA da Casa Branca do Presidente Trump.
A visão é criar um ecossistema de IA focado na velocidade, segurança e impacto duradouro nas missões. Embora a OpenAI já tenha colaborado anteriormente com a DARPA em defesa cibernética e realizado pilotos com o Gabinete Principal de IA e Digital (CDAO), esta entrada oficial no GenAI.mil marca um passo decisivo para tornar as capacidades de IA de fronteira numa norma nas operações diárias do Pentágono.










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