
A principal ligação rodoviária de Portugal sofreu um golpe severo nas últimas horas. Quem circula habitualmente pela A1 foi surpreendido com imagens impressionantes de um abatimento de terras que engoliu parte da faixa de rodagem na zona de Coimbra. A situação é delicada e a Brisa, concessionária da autoestrada, já admitiu que não existe, para já, qualquer estimativa para a conclusão da reparação.
O incidente ocorreu no sentido Norte-Sul, numa secção que já se encontrava sob vigilância apertada devido ao mau tempo e à instabilidade dos solos na região envolvente.
Dique do Mondego provoca destruição
A causa deste colapso está diretamente ligada à força da natureza. Segundo as informações técnicas avançadas, a rutura de um dique no Rio Mondego provocou um débito excecional de água — superior a 2100 metros cúbicos por segundo. Esta força brutal resultou na escavação do aterro junto ao viaduto C do Mondego, retirando o suporte necessário ao pavimento da autoestrada.
Felizmente, a prevenção funcionou. O abatimento do pavimento ocorreu cerca de três horas após as autoridades terem decidido cortar totalmente a circulação naquele sublanço (entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, especificamente entre os quilómetros 198 e 189). Graças a esta decisão, tomada preventivamente pouco depois das 18 horas de quarta-feira, a derrocada não colocou em risco a vida de nenhum condutor ou trabalhador que se encontrasse na estrada.
Alternativas e o pedido de paciência
A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) emitiu um comunicado onde confirma a gravidade da situação. A empresa admite que, no momento atual, é impossível avançar com uma data para a reabertura da via ou para a conclusão das complexas obras de engenharia que serão necessárias para repor a segurança no local.
António Pires de Lima, presidente do Conselho Executivo da Brisa, já veio a público pedir "paciência aos utilizadores desta autoestrada", enquanto mais de 30 operacionais se encontram no terreno a monitorizar a situação e a preparar as intervenções, em coordenação com a proteção civil.
Para quem necessita de viajar entre o Norte e o Sul, a concessionária sugere a utilização de vias alternativas para contornar o bloqueio em Coimbra. As recomendações recaem sobre o corredor composto pelas autoestradas A8, A17 e A25, ou, para trajetos mais curtos, a utilização do IC2. A prioridade continua a ser minimizar os transtornos, garantindo que ninguém circula numa zona que permanece instável.












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