
O canal de YouTube The Fix demonstrou recentemente que a autonomia dos telemóveis pode ir muito além do que a indústria nos habituou. Numa experiência reveladora, conseguiram substituir a bateria original de um iPhone 11 Pro, que contava com apenas 3046 mAh, por uma impressionante célula de 12.000 mAh.
O segredo da densidade energética
Este aumento colossal de 330% na capacidade nominal não exigiu qualquer alteração na estrutura do dispositivo. A nova célula mantém exatamente as mesmas dimensões físicas do projeto original de 2019. O segredo por trás deste salto tecnológico reside na utilização de baterias de silício-carbono, uma composição química que começa a ser adotada por várias marcas chinesas no segmento premium, permitindo armazenar muito mais energia rigorosamente no mesmo espaço.
Barreiras de software e conservadorismo técnico
Curiosamente, apesar de a célula física instalada possuir 12.000 mAh, o software do equipamento reconheceu o componente com uma capacidade máxima de 10.000 mAh. Esta discrepância expõe as limitações impostas pelos controladores de carga para gerir a saúde da bateria, que antes da troca se encontrava nos 67%.
Embora a modificação prove que é tecnicamente viável colocar baterias gigantes nos equipamentos atuais, a Apple prefere manter uma postura focada na estabilidade da sua cadeia de fornecimento. Ao utilizar células de menor dimensão, como as de 5088 mAh presentes no atual iPhone 17 Pro Max, a marca garante a segurança térmica e minimiza os riscos de falhas em larga escala numa produção que atinge a casa dos milhões de unidades.
O novo padrão da indústria móvel
O teste prático retira o foco da habitual justificação da falta de espaço interno nos smartphones e coloca-o diretamente na densidade energética. Fica assim provado que a autonomia dos nossos telemóveis não é limitada pelo volume físico, mas sim por decisões deliberadas de engenharia que procuram um equilíbrio perfeito entre a segurança e os custos de produção.
À medida que as células de silício-carbono atinjam um nível de maturidade e fiabilidade que permita a sua produção em massa, a barreira dos 10.000 mAh poderá muito bem estabelecer-se como o novo padrão de mercado para os modelos de topo.












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