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Segurança de conversas em smartphone

Apesar de o WhatsApp dominar o mercado global de mensagens com mais de três mil milhões de utilizadores, a sua popularidade traz compromissos significativos para a privacidade. Matthew Green, especialista em segurança da Universidade Johns Hopkins, alerta que os verdadeiros motivos para trocar de aplicação baseiam-se em questões técnicas reais, e não em teorias da conspiração sobre a leitura de mensagens de texto.

O mito da porta traseira e a encriptação

Um recente processo judicial acusa a Meta de defraudar os utilizadores desde 2016, alegando que a empresa mantém um acesso secreto a conversas encriptadas. No entanto, Matthew Green considera este cenário altamente improvável. A aplicação utiliza o protocolo Signal para garantir a encriptação ponta a ponta, o que significa que o processo de segurança ocorre no dispositivo físico do utilizador e não nos servidores da empresa. Para que a empresa pudesse ler as mensagens em segredo, teria de implementar uma falha deliberada no código da plataforma. Dada a constante análise por parte de investigadores de cibersegurança que realizam engenharia reversa, ocultar uma manobra desta magnitude durante quase uma década seria uma atitude "extremamente estúpida" e virtualmente impossível de manter em segredo.

O verdadeiro perigo: metadados e cópias de segurança

O problema central não reside na leitura dos textos, mas sim na informação que é recolhida em torno dessas comunicações. Mesmo com a proteção ativa, a plataforma recolhe uma vasta quantidade de metadados. Através do mapeamento social, a empresa consegue saber de forma precisa com quem o utilizador fala, a frequência e a duração de cada interação.

Outro ponto crítico são as vulnerabilidades na nuvem. Salvo configurações específicas, como a funcionalidade de Proteção Avançada de Dados da Apple, as cópias de segurança guardadas no iCloud ou no Google Drive não possuem a mesma segurança ponta a ponta que as mensagens originais. Além disso, por se tratar de código fechado, os utilizadores são obrigados a confiar estritamente na palavra da marca quanto ao comportamento interno da aplicação.

A alternativa transparente

Para os utilizadores que privilegiam a segurança verificada em vez de promessas corporativas, o especialista aponta o Signal como a solução ideal. Sendo uma plataforma de código aberto e sem fins lucrativos, todo o seu código estrutural está disponível para auditorias públicas. Ao contrário da sua principal concorrente, o Signal não guarda praticamente nenhuns metadados, desconhecendo até mesmo a identidade das pessoas com quem os seus utilizadores comunicam.

Embora a transição seja frequentemente dificultada pelo efeito de rede — o Signal conta com cerca de 40 milhões de utilizadores em comparação com os milhares de milhões do seu rival —, esta troca oferece um nível de transparência que uma gigante tecnológica movida a dados simplesmente não consegue igualar.

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