
O Xiaomi 13 Ultra, o icónico topo de gama focado em fotografia lançado originalmente em 2023, acaba de protagonizar um episódio bizarro no mercado tecnológico. Em pleno fevereiro de 2026, uma nova certificação junto da TENAA, o organismo regulador chinês, revelou que a Xiaomi está a preparar uma versão atualizada do dispositivo com uma capacidade energética superior à original.
De acordo com os documentos submetidos a 12 de fevereiro de 2026, o modelo identificado pelo código 2304FPN6DC — o mesmo do 13 Ultra original — foi registado com uma nova bateria de 5360 mAh. Esta especificação supera largamente os 4880 mAh nominais com que o telemóvel chegou ao mercado há três anos, sugerindo que a marca poderá estar a planear dar uma nova vida a um dos seus produtos mais elogiados pelos entusiastas de fotografia.
Um salto inesperado na autonomia do topo de gama
Embora o lançamento inicial do Xiaomi 13 Ultra tenha sido promovido com uma bateria típica de 5000 mAh, a nova listagem indica um valor nominal de 5360 mAh. Na prática, e seguindo os padrões de marketing da indústria, isto traduzir-se-ia numa capacidade comercial de 5500 mAh. Este incremento de 10% na capacidade bruta é algo extremamente raro de observar em dispositivos que já saíram do ciclo de produção principal, especialmente quando mantêm o mesmo design e estrutura física.
Conforme avança o The Tech Outlook, esta recertificação tardia levanta várias hipóteses estratégicas. Uma das teorias mais fortes aponta para a criação de uma edição renovada ou um lote de unidades recondicionadas oficialmente pela fabricante, equipadas com componentes internos mais modernos para prolongar a sua utilização comercial em mercados selecionados.

A magia do silício-carbono entra em cena
A explicação técnica para este aumento de capacidade, sem que o telemóvel ganhe espessura ou peso adicional, reside provavelmente na evolução química das células. Nos últimos anos, a tecnologia de silício-carbono tornou-se comum nos modelos mais recentes da marca, permitindo uma densidade energética muito superior no mesmo volume físico das baterias de iões de lítio tradicionais.
A utilização destas novas células num chassi de 2023 é a prova de que a evolução tecnológica pode ser retroativa. Para os utilizadores que ainda mantêm o Xiaomi 13 Ultra devido às suas lentes Leica, esta novidade sinaliza que o hardware de câmara, que ainda hoje compete com os melhores, poderá agora ser acompanhado por uma autonomia digna dos padrões de 2026. Até ao momento, a marca ainda não atualizou o seu site oficial, o que indica que este componente poderá ser introduzido de forma silenciosa ou através de canais de reparação e serviços empresariais.












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