
O popular editor de texto acaba de dar um salto significativo com o lançamento do Vim 9.2. Disponibilizada dois anos após a versão anterior, esta atualização introduz funcionalidades há muito aguardadas, focando-se na modernização da experiência de utilização e no reforço das capacidades de programação dentro do ecossistema.
Novidades na interface e suporte para sistemas modernos
Uma das mudanças mais relevantes para os utilizadores de sistemas Linux e Unix é a introdução do suporte total para o protocolo gráfico Wayland, incluindo a gestão da área de transferência (clipboard). Além disso, o editor passa agora a seguir a especificação XDG Base Directory, o que significa que as configurações do utilizador são movidas de forma organizada para a pasta de sistema correspondente.
Para quem utiliza Windows, o cenário também melhorou. O editor suporta agora o modo escuro nativo nos menus e barras de título, oferece um suporte de ecrã inteiro mais robusto e ícones de barra de ferramentas com maior resolução. Outra adição visual interessante é o novo painel de separadores vertical, que surge como alternativa à tradicional linha de separadores horizontal, permitindo uma gestão de janelas mais flexível.
Melhorias na produtividade e na linguagem Vim9
No que toca à escrita de código, o Vim 9.2 introduziu o fuzzy matching (pesquisa aproximada) na funcionalidade de completar texto, tornando o preenchimento automático muito mais inteligente. Os programadores que utilizam a linguagem interna Vim9 ganharam ferramentas poderosas, como o suporte para Enums, Generics e o tipo de dados Tuple.
O modo de comparação (diff mode) também foi otimizado, permitindo agora uma visualização mais clara e um melhor alinhamento das diferenças entre ficheiros. Para quem está a dar os primeiros passos, o editor inclui um novo plugin de aprendizagem interativo, acessível através do comando :Tutor, que substitui o antigo método de ensino por uma abordagem mais moderna e direta. Todas estas melhorias, aliadas à atualização de várias definições de origem para melhor se adaptarem ao hardware atual, tornam esta versão uma ferramenta ainda mais robusta para qualquer fluxo de trabalho.












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