
A gigante automóvel Stellantis registou prejuízos superiores a 20 mil milhões de dólares no último ano, após ter recuado no seu ambicioso plano de lançamento de veículos elétricos. Este revés ditou o cancelamento de modelos como a Ram 1500 elétrica e de todos os híbridos plug-in do grupo nos Estados Unidos, incluindo o popular Jeep Wrangler 4xe. Agora, a empresa concentra os seus esforços na parceira chinesa Leapmotor para tentar inverter a situação e consolidar a sua presença.
Enquanto do outro lado do Atlântico a aposta recai sobre modelos específicos como o Jeep Recon EV, na Europa as marcas locais do conglomerado, como a Opel e a Peugeot, têm registado algum sucesso com as suas propostas elétricas. No entanto, a verdadeira carta na manga da Stellantis para se destacar num segmento cada vez mais competitivo é a Leapmotor International, uma associação estratégica com a fabricante chinesa.
A estratégia para dominar o mercado europeu
Após uma breve passagem do pequeno modelo urbano T03 pelas linhas de montagem em Tychy, na Polónia, a Stellantis confirmou que o Leapmotor B10 vai entrar em produção na sua fábrica de Saragoça, em Espanha, durante a segunda metade do ano. Este SUV elétrico compacto vai partilhar a infraestrutura com o Opel Corsa, o Peugeot 208 e o Lancia Ypsilon. Adicionalmente, prevê-se que mais três veículos da Leapmotor comecem a ser montados nesta mesma unidade espanhola, numa clara manobra de expansão e proteção contra as taxas de importação aplicadas aos automóveis chineses.
Para apoiar este fabrico local, foi estabelecida a Lieder Automotive, uma nova empresa fornecedora de componentes produzidos em território europeu. Esta nova entidade resulta da união entre a tecnológica chinesa Duoli Technology e a empresa basca Fagor Ederlan.
Detalhes e autonomia do novo SUV compacto
O Leapmotor B10, que atualmente chega aos concessionários importado da China, apresenta um preço base na ordem dos 29 990 euros. Com aproximadamente 4,5 metros de comprimento, o veículo está equipado com um motor elétrico traseiro capaz de entregar 218 cavalos de potência. Os condutores podem optar por duas configurações de bateria: um conjunto de 56,2 kWh que garante 360 quilómetros de autonomia no ciclo WLTP, ou uma versão de 67,1 kWh que estende o alcance para os 434 quilómetros.
Ainda não é totalmente claro como esta transição para a produção local irá impactar o preço final do modelo para os consumidores, mas o passo sublinha a forte aposta feita em 2023, quando a Stellantis investiu 1,6 mil milhões de euros para adquirir 20% da fabricante asiática, assumindo também o controlo de 51% desta nova operação global. Todos os detalhes sobre a alavancagem desta produção foram avançados pelo portal InsideEVs.












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