
A administração de Barcelona lançou um novo programa de incentivos para encorajar os cidadãos a deixarem os motores de combustão para trás. Com um orçamento de 15 milhões de euros para os próximos quatro anos, o objetivo passa por colocar nas ruas até 20.000 novos ciclomotores elétricos e expandir a rede de infraestruturas da cidade.
Como funciona o incentivo à transição
Desde 1 de março de 2026 que a aquisição de ciclomotores elétricos da categoria L1e-B (que atingem uma velocidade máxima de 45 km/h) passou a estar abrangida por um apoio único de 600 euros na cidade. Este programa, que deverá decorrer numa fase inicial até 2030, não é exclusivo para particulares, permitindo que as organizações sediadas na capital catalã também apresentem a sua candidatura.
O processo para obter este benefício foi desenhado para ser o mais simples possível, segundo a informação detalhada pela Câmara Municipal de Barcelona. Os interessados necessitam apenas de apresentar dois documentos essenciais: a fatura de compra do novo modelo elétrico e o respetivo comprovativo de abate do antigo ciclomotor a gasolina ou gasóleo.
Foco na rede de troca de baterias e no clima
Para além do apoio direto à compra, a autarquia quer garantir que a infraestrutura acompanha a procura. O programa prevê um investimento de quase 3 milhões de euros, ao longo de quatro anos, destinado à expansão de uma rede de estações de substituição de baterias para motociclos e ciclomotores. O objetivo passa pela instalação de 64 novos pontos de troca rápida durante este período.
Barcelona, que conta com cerca de 1,73 milhões de habitantes, regista atualmente 32.000 ciclomotores. Deste total, cerca de 8.000 são elétricos, enquanto os restantes 24.000 ainda dependem de motores de combustão. Esta iniciativa surge integrada no Plano Climático da cidade, que a posiciona como um exemplo ativo na Europa no que toca à transição ecológica. Com um investimento total planeado de 1,8 mil milhões de euros até 2030, as autoridades locais pretendem dar prioridade à saúde pública e reduzir as emissões de dióxido de carbono em mais de um milhão de toneladas nos próximos cinco anos.












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