
A Lotus acaba de revelar o novo Lotus Eletre X, um crossover híbrido plug-in (PHEV) que vem complementar a versão totalmente elétrica lançada no mercado em 2022. De acordo com a informação avançada pelo CarNewsChina, as pré-vendas vão arrancar na China já a 10 de março, onde o veículo será curiosamente batizado de Lotus For Me. A excelente notícia para o nosso lado do globo é que a marca confirmou o lançamento europeu deste modelo global para junho de 2026, com as primeiras entregas planeadas para o quarto trimestre do ano.
Design afiado e um interior focado na tecnologia
Em termos visuais, o Eletre X mantém grande parte da herança estética do seu equivalente elétrico. O crossover adota as mesmas linhas elegantes e aerodinâmicas, marcadas por um capô inclinado, elementos de aerodinâmica ativa e a opção de usar câmaras em vez dos tradicionais espelhos retrovisores. É de esperar que mantenha a mesma capacidade aerodinâmica do modelo elétrico, que gera 110 kg de força descendente (downforce) na dianteira e 80 kg na secção traseira.
Ao entrarmos no habitáculo, o foco na modernidade é evidente. O condutor tem ao seu dispor um painel de instrumentos LCD bastante fino com 12,6 polegadas, enquanto o passageiro da frente usufrui de um ecrã tátil igualmente estreito. O grande destaque vai para o ecrã principal flutuante de 15,1 polegadas situado ao centro. A viagem faz-se ao som de um sistema acústico da KEF, existindo ainda um head-up display, um ecrã adicional para quem viaja atrás e regulação eletrónica nos encostos dos assentos traseiros.
Um híbrido com motor de desportivo e bateria de peso
A mecânica é o verdadeiro trunfo do novo crossover. O modelo conta com um motor a gasolina turbo de 2 litros capaz de entregar 205 kW (cerca de 275 cv). Segundo os responsáveis da fabricante, durante velocidades de cruzeiro em autoestrada, este sistema pode gerar até 150 kW de potência e fornecer 25 kWh de energia por hora. Mas a combustão não trabalha sozinha. O bloco a gasolina está emparelhado com dois motores elétricos, fazendo com que a potência máxima combinada do sistema atinja os impressionantes 700 kW (939 cv). Com esta força, o SUV dispara dos 0 aos 100 km/h em meros 3,3 segundos e atinge os 200 km/h em 10,5 segundos. O famoso quarto de milha (402 metros) é cumprido em 11,16 segundos. A marca sublinha ainda que, mesmo com a bateria a apenas 10% da sua capacidade, o carro continua a oferecer cerca de 550 kW (737 cv) de potência, permitindo chegar aos 100 km/h em 3,5 segundos.

O sistema é alimentado por uma bateria NMC ternária de 70 kWh, produzida pela parceria CATL-Geely, que soma 408 kg ao peso do veículo. Em modo puramente elétrico, a autonomia varia entre os 345 e os 355 km (norma CLTC), dependendo do tamanho das jantes e do equipamento escolhido. No modo PHEV, os consumos rondam os incríveis 0,06 a 0,07 litros por 100 km (norma WLTC). Já com a bateria totalmente descarregada, o consumo sobe para uma média de 5,98 a 6,10 litros aos 100 km. Equipado com um depósito de combustível de 52 litros, a autonomia mista do veículo pode chegar aos 1400 km. Para parar todo este ímpeto, o veículo traz pinças de travão Brembo de seis pistões e pneus Pirelli P Zero 5 LTS.
Estratégia de mercado e previsão de preços
Esta aposta numa variante híbrida plug-in marca uma mudança estratégica importante para a construtora, depois da sua linha totalmente elétrica ter ficado um pouco aquém das expectativas de vendas. O lançamento de versões PHEV pretende aumentar a quota de vendas da marca, beneficiando também do alívio das tarifas sobre veículos fabricados na China que se começa a verificar em mercados como a Europa e o Canadá.
O lançamento oficial do veículo na China está marcado para 29 de março. Quanto a preços, estima-se que os valores do SUV acompanhem a tabela da versão 100% elétrica. No mercado chinês, a versão elétrica custa entre 558.000 e 863.000 yuan (aproximadamente entre 74.000 e 114.000 euros em conversão direta). Quando o Eletre X aterrar nas estradas europeias e portuguesas em junho de 2026, deverá apresentar uma etiqueta de preço superior, ajustada à carga fiscal europeia.












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